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Geopolítica

Antes de viajar à Índia, Lula presencia nova fase de parceria com empresas indianas de saúde

Nova entidade reúne empresas asiáticas no país e antecipa debates bilaterais sobre investimentos e tecnologia hospitalar

Antes de viajar à Índia, Lula presencia nova fase de parceria com empresas indianas de saúde

A criação da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica Indiana foi oficializada em Brasília na última terça-feira (10), na embaixada da Índia, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O anúncio ocorre poucos dias antes da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, onde a comitiva brasileira discutirá temas comerciais e econômicos com o governo local.

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A nova entidade surge com o objetivo de organizar e representar empresas indianas do setor farmacêutico que já produzem no Brasil. A iniciativa busca fortalecer o diálogo institucional e ampliar investimentos no país, em um momento estratégico para as relações entre as duas nações.

Durante o evento, integrantes do Governo Federal e representantes diplomáticos destacaram o potencial de expansão das parcerias no setor de saúde. A expectativa é de crescimento nas trocas comerciais e no desenvolvimento de projetos conjuntos.

Organização mira expansão do setor no país

Segundo informações da CNN Brasil, o diretor legal e de regulação da Abrifi, Glauco Santos, afirmou que a indústria farmacêutica indiana projeta movimentar cerca de US$ 80 bilhões no Brasil nos próximos anos. A associação deverá atuar para facilitar processos burocráticos e regulatórios, com foco na ampliação da produção local.

“Estamos em contato também com o governo, com os ministros Geraldo Alckmin [do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços] e Alexandre Padilha, que têm nos ajudado nesse processo. A nossa expectativa é de aumentar a produção por aqui”, declara o diretor.

De acordo com os representantes da entidade, a proposta é criar um ambiente mais favorável aos investimentos, garantindo interlocução direta com o poder público. A avaliação é de que a organização institucional pode acelerar decisões e destravar entraves administrativos.

Relação comercial e agenda em Nova Delhi

O embaixador da Índia em Brasília, Dinesh Bhatia, destacou no lançamento que grandes empresas indianas da área da saúde já atuam no Brasil. Segundo ele, o país asiático pretende manter e ampliar sua participação na balança comercial brasileira, tendo a capacidade produtiva do setor farmacêutico como um dos pilares para aprofundar a cooperação.

Alexandre Padilha afirmou que a Índia foi o país que mais ampliou as exportações de produtos de saúde ao Brasil em 2025. Entre os itens enviados estão medicamentos, equipamentos de proteção individual e tecnologias voltadas à gestão hospitalar.

O ministro informou ainda que a viagem da comitiva presidencial à Nova Delhi, prevista para a próxima semana, terá como prioridade reuniões sobre comércio bilateral. Um dos objetivos é avançar na negociação para importação de tecnologias de hospitais inteligentes, que utilizam sistemas baseados em inteligência artificial.

“Esse financiamento constrói um hospital 100% inteligente desde o começo, e cria um ambiente para outros investimentos em 15 UTIs espalhadas em todas as regiões do país”, disse ele.

O projeto mencionado por Padilha contará com financiamento de R$ 1,4 bilhão do Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco dos Brics. A proposta é estruturar uma unidade hospitalar totalmente digital desde sua concepção, além de estimular novos aportes no sistema de saúde.

Ao comentar a criação da Abrifi, o ministro reforçou a importância estratégica do mercado brasileiro para as empresas indianas. “O Brasil é o principal mercado de saúde para a Índia na América Latina. Nós temos o interesse não só de atrair a empresa para vender aqui, mas que ela faça parcerias com empresas nacionais e instituições públicas brasileiras. Por isso que a gente saúda a Abrifi e o fato dela ter uma presidenta brasileira”, completou.

A oficialização da entidade ocorre em um momento de intensificação do diálogo entre os dois países. A expectativa do governo é que a articulação institucional contribua para ampliar investimentos, fortalecer a indústria nacional e consolidar acordos comerciais de longo prazo.

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