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Política

Câmara analisa projeto que amplia identificação de empresas em faturas

O intuito da proposta é promover maior transparência para os consumidores

Câmara analisa projeto que amplia identificação de empresas em faturas

Está em análise, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que estabelece que extratos e faturas de cartões de crédito e débito passem a informar o nome fantasia e o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) do estabelecimento comercial em que a compra foi realizada. O intuito da proposta é promover maior transparência para os consumidores e permitir mais segurança em compras efetuadas com esse instrumento de pagamento.

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O Projeto de Lei 1219/25, que é de autoria do deputado Beto Richa (PSDB-PR), pede modificações no Código de Defesa do Consumidor para que as pessoas possam solicitar as informações dos estabelecimentos na fatura com base em uma legislação que assegure esse direito. A mudança também tem o objetivo de oferecer mais resguardo em transações, segundo informações da Agência Câmara.

Informações mais claras

De acordo com o autor do texto, é comum que consumidores sejam vítimas de golpes financeiros ou enfrentem dificuldades para identificar cobranças indevidas devido à falta de informações claras nas descrições das compras, que muitas vezes não permitem reconhecer o estabelecimento em que os cartões foram utilizados para alguma transação.

“A inclusão do nome fantasia e do CNPJ do titular do estabelecimento comercial nos extratos evitará confusões e permitirá que os consumidores identifiquem facilmente os locais de suas transações. Isso é especialmente relevante no contexto atual, em que muitas compras são feitas por meio de plataformas digitais ou em estabelecimentos que não possuem uma estrutura física evidente”, afirma o deputado Beto Richa.

Benefícios para lojistas

Outro ponto que o texto prevê é a obrigatoriedade para que fornecedores fiquem responsáveis por encaminhar as informações necessárias às instituições financeiras, bem como para as empresas intermediárias de pagamento. Além disso, a proposta determina que será enquadrado como prática irregular impedir ou dificultar o acesso do consumidor aos dados que comprovem as transações.

Segundo o parlamentar, a medida está alinhada às normas do Banco Central e reforça a proteção ao consumidor em conjunto com a Resolução BCB nº 96, que também estabelece regras relacionadas às informações nas faturas de contas de pagamento e sobre os beneficiários em operações financeiras.

O projeto aponta que a medida também pode trazer benefícios aos lojistas, ao reduzir a quantidade de pedidos de estorno feitos por consumidores que não conseguem identificar corretamente as compras na fatura. “A redução desses chargebacks não apenas melhora a confiança do consumidor, como também minimiza os custos operacionais para os comerciantes, contribuindo para a saúde financeira de seus negócios”, aponta parte do projeto.

A proposta está em tramitação em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados, que significa que o texto está analisado apenas nas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Nessas etapas, os colegiados irão avaliar tanto o mérito da proposta quanto a sua constitucionalidade e os detalhes jurídicos. Para que possa entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado tanto no pleito geral da Câmara como também posteriormente no Senado Federal.

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