O risco‑país, é basicamente o quanto um governo é considerado confiável para pagar suas dívidas. Uma forma que governos e instituições financeiras têm para medir o risco de investir em títulos públicos de um país, ou seja, se ele vai honrar seus compromissos com quem aplica dinheiro nele.
De acordo com o Tesouro Nacional agências internacionais de classificação de perigo (rating agencies) dão notas de crédito aos países.
Essas notas ajudam investidores a entender se o governo tem capacidade e disposição de pagar suas dívidas, e influenciam o custo que o Brasil terá para emitir novos títulos.
Acompanhar esse indicador é fundamental para planejar a emissão de títulos, controlar a dívida e informar investidores.
Como o Tesouro Nacional explica o risco‑país
Segundo o Tesouro Nacional, para medir essa ameaça, o mercado usa principalmente dois indicadores que funcionam como um seguro contra calotes, sendo eles:
- EMBI+Br (Emerging Markets Bond Index – Brasil): compara o retorno de títulos brasileiros com títulos de países considerados mais seguros, como os Estados Unidos. Quanto maior for a diferença entre os retornos, maior o perigo percebido.
- Credit Default Swap (CDS): um seguro contra calote do governo; quanto mais caro o CDS, maior a preocupação do mercado com a capacidade de pagamento do país.
Por que o risco‑país importa?
Há um grande impacto no custo de captação do governo. Se o risco cresce, os investidores vão exigir retorno maior para compensar possivel calote. Isso pode elevar o custo da dívida pública e influenciar a política fiscal do país.
A gestão do indicador contribui para que o governo tenha previsibilidade nas finanças e para que o mercado entenda melhor a situação fiscal do país.
Como o risco‑país é monitorado?
O Tesouro acompanha diariamente os indicadores de mercado e o comportamento da dívida pública para identificar sinais de aumento do perigo e ajustar a gestão da dívida de forma preventiva.
O acompanhamento inclui análises de fatores econômicos, fiscais e financeiros que possam afetar a capacidade do Brasil de honrar seus compromissos.
A prática auxilia na transparência e confiança ao mercado, permitindo que investidores nacionais e internacionais tenham informações claras sobre a situação fiscal do país.
No último levantamento, de julho de 2025, o Brasil apresentou queda no risco-país, atingindo 204. Vale lembrar que o país iniciou o último ano com o índice a 246. As informações são da Bloomberg.
Economia brasileira e o custo da dívida
Embora o Tesouro Nacional não publique um número único diário, entende-se que quanto menor essa confiança, maiores podem ser os juros que o país precisa oferecer para atrair compradores de seus títulos.
Isso pode levar a pressionar ainda mais o custo de financiamento da dívida pública e prejudicar a percepção de estabilidade fiscal.
É ainda mais difícil planejar e controlar a dívida, pois os aumentos no custo de emissão encarecem o serviço da dívida e podem limitar o espaço fiscal disponível para outras áreas do Orçamento.

