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Economia

Caso Master: rombo de quase R$ 52 bilhões atinge FGC

A crise representa a maior cobertura da história do Fundo Garantidor de Crédito

Entenda como está a investigação sobre as fraudes do Banco Master

Desde de novembro, ao menos sete instituições financeiras vinculadas ao Banco Master foram liquidadas pelo Banco Central. O colapso no conglomerado tem se aprofundado, gerando um rombo para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) que já chega a quase R$ 52 bilhões, o que representa a maior cobertura da história do fundo.

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O mais recente encerramento de atividades determinado pelo órgão monetário, nesta quarta-feira (18), envolveu o Banco Pleno, anteriormente chamado de Voiter, que pertencia ao ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima, preso em operação da Polícia Federal. De acordo com do Isto É Dinheiro, aos clientes da instituição financeira o fundo terá que desembolsar R$ 4,9 bilhões.

Em relação ao Banco Master, o FGC prevê que o custo chegue a R$ 40,6 bilhões, além de outros R$ 6,3 bilhões que serão destinados para ressarcir os credores do Will Bank. O montante alcança quase 50% do valor total que o fundo contava no último semestre, que era de 122 bilhões, segundo informações da CNN.

Fatores por trás das liquidações

O Banco Master foi liquidado em novembro do ano passado sob decisão do Banco Central. Em sua justificativa, a entidade monetária brasileira afirmou que a instituição não possuía mais recursos para cumprir compromissos financeiro, além de ter descumprindo normas estabelecidas. A crise resultou também na prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, que está sendo investigado por fraudes financeiras em carteiras de crédito.

Em janeiro de 2026, o Will Bank deixou de funcionar em mecanismo de Regime Especial de Administração Temporária (RAET), que havia sido determinado pelo Banco Central, para ser liquidado. A decisão foi tomada pela situação econômico-financeira da instituição, assim como pelo descumprimento de uma ordem, que diz respeito à grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard.

O Banco Pleno teve a interrupção do funcionamento motivada também pela falta de condição econômico-financeira, assim como deterioração da sua situação de liquidez, afirmou o BC em decisão. Com isso, a entidade também decidiu tornar indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição.

“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos administradores da instituição objeto da liquidação decretada”, afirmou nota do BC.

Lista dos bancos liquidados a partir da crise do Master

  • Banco Master S/A, em novembro de 2025;
  • Banco Master de Investimento S/A, em novembro de 2025;
  • Banco Letsbank S/A, em novembro de 2025;
  • Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários, em novembro de 2025;
  • Reag Trust Distribuidora de Títulos Valores Mobiliários S.A, em janeiro de 2026;
  • Will S.A Crédito Financiamento e Investimento, conhecida como Will Bank, em janeiro de 2026; e
  • Banco Pleno, que antes de ser vendido era chamado de Voiter, em fevereiro de 2026.

Como funciona o Fundo Garantidor de Crédito?

Conforme noticiado pelo O Brasilianista, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma empresa privada que atua na devolução de valores aplicados em instituições financeiras caso elas sejam liquidadas ou passem por falência. Com o objetivo de garantir que os clientes não tenham prejuízos, o fundo garante o ressarcimento de até R$250.000,00 para cada cliente ou empresa.

Além disso, as regras do Fundo Garantidor de Créditos estabelecem garantia de até R$250.000,00 por instituição, ou por conglomerado, que se limitam a R$1 milhão a cada quatro anos no conjunto das instituições financeiras onde o cliente mantém seus recursos.

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