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Economia

The Economist alerta para risco de “brasilificação” em países desenvolvidos

Publicação afirma que o país tem lidado com juros “persistentemente” altos

The Economist alerta para risco de “brasilificação” em países desenvolvidos

Em editorial da revista britânica The Economist, o Brasil é citado como referência de um cenário econômico marcado pelos juros elevados, crescimento moderado e rigidez fiscal. Em referência ao país, a publicação alertou que economias desenvolvidas devem ter cuidado com o chamado “brasilificação”.

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O apontamento afirma que o país pode ser visto como um “estudo de caso antecipado” de futuros problemas econômicos. Na avaliação da publicação, o país tem lidado com juros “persistentemente” altos, mesmo com a existência de um órgão monetário bem estruturado, em referência ao Banco Central do Brasil.

O argumento aponta que a economia atual do país é marcada por juros elevados, que consomem de maneira significativa o orçamento público. Neste cenário, a estabilização das dívidas fica cada vez mais longe da realidade econômica, segundo informações da CNN. De acordo com a análise da publicação, se o juros for reduzido de forma brusca os resultados podem ser o crescimento ainda maior da dívida pública.

O termo “brasilificação”

O chamado fenômeno da “brasilificação” é considerado um risco potencial para outros países, especialmente para economia desenvolvidas. A avaliação aponta que nações ricas podem enfrentar um cenário semelhante ao brasileiro diante de fatores estruturais como o envelhecimento populacional, o aumento de gastos sociais e maior polarização política.

Esse elementos são vistos como fatores que dificultam a implementação de reformas fiscais e adoção de medidas de ajustes, o que pode comprometer o equilíbrio das contas públicas a longo prazo. O Brasil é citado como exemplo de crescimento moderado e juros altos.

Conforme noticiado pelo O Brasilianista, A Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, está atualmente no patamar de 15% ao ano, o que representa o seu maior valor dos últimos anos. A alta no índice tem sido utilizada como uma tentativa para controlar a inflação ou pelo menos amenizar os efeitos dela.

Apesar disso, as expectativas do mercado é que neste ano aconteça baixas na Selic, com previsão de corte em março. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne em Brasília, a cada 45 dias, para definir os juros do país.

Aviso aos Estados Unidos

Um dos exemplos citados são os Estados Unidos, que seguem um caminho marcado pela trajetória da dívida e a pressão sobre instituições econômicas para a queda de juros, sinais que podem indicar problemas no futuro. Segundo o texto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez importantes decisões, até mesmo consideradas invertidas, contra as decisões de política monetária do Federal Reserve.

No último ano, o cenário econômico no país norte-americano se viu diante de vários desafios. O momento foi marcado por embates constantes entre o presidente norte-americano e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Os conflitos foram motivados pelas pressões de Donald Trump para que a instituição monetária americana promovesse fortes cortes nas taxas de juros, o que foi negado pelo Fed. Em uma de suas declarações, Trump chamou Powell de “burro” e “teimoso”.

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