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Política

Comissão do Senado analisa citações ao Brasil em documentos de Epstein

No último lote dos arquivos, o governo norte-americano divulgou cerca de 3 milhões de páginas

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal está analisando os documentos divulgados recentemente que têm ligação com o empresário Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede internacional de tráfico e abuso sexual de menores. O colegiado pretende apurar o conteúdos dos arquivos para verificar menções ou conexões com o Brasil.

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Segundo informações da Agência Senado, a presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), confirmou que o grupo tem debatido sobre o tema. Além disso, a parlamentar alertou para a necessidade de cautela na divulgação de informações falsas que podem prejudicar pessoas com a disseminação de conteúdos falsos.

Ela também ressaltou que a simples menção a nomes nos documentos não significa, necessariamente, envolvimento nos crimes investigados. Além dos conteúdos que efetivamente representam provas de crimes, os documentos também incluem informações diversas, como registros de transações bancárias destinadas ao acusado.

Caso Epstein

Conforme noticiado pelo O Brasilianista, o financista norte-americano Jeffrey Epstein é acusado de comandar uma rede de exploração sexual e tráfico humano, ações que podem ter tido a participação de celebridades e bilionários de todo o mundo. Ele morreu em 2019 na prisão onde aguardava o julgamento pelo seus crimes.

Os crimes envolvendo o homem podem ter atingido principalmente mulheres e menores de idade. Segundo os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein é acusado de ter realizado a exploração sexual de mais de 250 meninas menores de idade em suas casas em Nova York e na Flórida, entre outros locais.

Brasileiros citados nos arquivos

No último lote dos arquivos, o governo norte-americano divulgou cerca de 3 milhões de páginas, com conteúdos que envolvem mensagens de texto, e-mails, além de notícias e relatórios. Entre os brasileiros citados aparecem o nome do presidente Lula, do ex-presidente Jair Bolsonaro, Reinaldo Avila da Silva, Arthur Casas, Ford Models e Eike Batista, segundo informações da Folha de São Paulo.

Envolvimento de pessoas públicas

O caso chamou atenção internacionalmente pelo fato de os documentos citarem nomes de pessoas que ocupam ou já ocuparam altos cargos políticos e posições de destaque na espera pública. Entre os nomes mais citados dos arquivos está o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, flagrado em fotos e vídeos aos lado do criminoso sexual.

O bilionário Elon Musk também aparece nos arquivos de Epstein a partir de trocas de mensagens. As investigações identificaram um e-mail em que Musk pergunta: “Qual será o dia/noite da festa mais animada na sua ilha?”, além de outra que dizia: “Eu realmente quero curtir a noite em St. Barts ou em outro lugar e me divertir”.

Outros nomes de bilionários citados nos arquivos:

  • Howard Lutnick — empresário e secretário do Departamento de Comércio dos EUA.
  • Larry Summers — ex-secretário do Tesouro dos EUA e ex-presidente da Universidade de Harvard.
  • Steve Tisch — coproprietário do time New York Giants.
  • Brett Ratner — diretor de cinema.
  • Peter Attia — influenciador de saúde e colaborador da CBS.
  • Sergey Brin — cofundador do Google.
  • Andrew Mountbatten-Windsor — ex-príncipe britânico.
  • Sarah Ferguson — ex-esposa de Andrew, conhecida como Fergie.
  • Lord Peter Mandelson — ex-embaixador britânico.
  • Steve Bannon — ex-assessor de Trump.
  • Miroslav Lajčák — ex-ministro das Relações Exteriores da Eslováquia.
  • Ehud Barak — ex-primeiro-ministro de Israel.

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