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Economia

Estudo do Banco Mundial revela que trabalhador assalariado recebe até o dobro dos autônomos

A pesquisa reuniu dados de 20 países de baixa e média rendas, comparando períodos de cinco anos

Estudo do Banco Mundial revela que trabalhador assalariado recebe até o dobro dos autônomos

O trabalho autônomo é um meio que vem crescendo muito nos últimos anos, principalmente pelas redes sociais. A falta de uma carga horária diária é o principal atrativo para os trabalhadores.

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Mas, de acordo com dados divulgados neste mês em um estudo feio pelo Banco Mundial, os assalariados costumam receber mais do que os que preferem esse trabalho autônomo.

A pesquisa reuniu dados de 20 países de baixa e média rendas, comparando períodos de cinco anos. O resultado foi que trabalhadores assalariados recebem o dobro do que recebem a maioria dos autônomos, e essa diferença aumenta com o passar do tempo.

Oportunidades limitadas

Cerca de 70% dos trabalhadores em países de renda baixa e média são agricultores, funcionários de microempresas ou autônomos em atividades com pouca qualificação.

Esses empregos acabam oferecendo poucas oportunidades de treinamento formal ou aprendizagem no trabalho. Mesmo que a experiência adquirida seja semelhante, o aumento da renda dos autônomos em países de baixa e média renda equivale à metade do valor alcançado por trabalhadores assalariados.

Lar, bairro e trabalho

Ainda de acordo com o estudo, o capital humano é construído em 3 lugares: lar, bairro e trabalho.

As escolhas feitas em casa mediante a educação, cuidados, dieta e saúde, além dos recursos familiares determinam quanto capital humano é construído ao longo das gerações.

A qualidade dos serviços, a poluição, os níveis de violência e a economia local, que são atributos do bairro, influenciam também na construção desse capital.

E o desenvolvimento de habilidades não vai até somente o período escolar, pois as pessoas continuam o aprendizado e constroem seu capital humano no ambiente de trabalho.

Acúmulo de capital humano

O ambiente familiar influencia o acúmulo de capital humano desde o início. Um dos motivos é o fato de que as famílias apresentam variações em seu acesso a recursos. As crianças precisam do básico (alimentos nutritivos, condições de vida seguras e oportunidades de aprendizagem) para prosperarem, mas muitas dessas necessidades só podem ser atendidas por famílias que tenham dinheiro para gastar.

O bairro onde crescem também influencia muito nas trajetórias de desenvolvimento desse capital. Isso foi observado nos Estados Unidos e no Brasil, onde os filhos de pais de baixa renda concluem dois anos a mais na escola, aprendem mais e ganham o dobro quando adultos se crescerem num bairro rico em vez de um bairro pobre.

Recentemente, surgiu um consenso de que o capital humano pode ser construído também no trabalho. Por exemplo, uma enfermeira será cada vez mais eficaz se trabalhar em equipe com mais profissionais de saúde num hospital, e conforme for desenvolvendo conhecimento sobre interação de forma mais eficaz com os pacientes.

Políticas prioritárias

O estudo ainda aponta os principais desafios e prioridades no lar, bairro e trabalho.

No lar, as melhorias nos cuidados em casa dominam os principais desafios; enquanto os recursos e empregos para os mais pobres, programa de apoio aos pais e educação para meninas são prioridades.

Se tratando de bairro, as oportunidades para desenvolver capital humano em bairros carentes são os principais desafios; as prioridades são os recursos e incentivos para melhorar a qualidade dos serviços e do meio ambiente e o capital social.

Já no trabalho, os principais desafios se tratam de mais empregos com potencial maior para o desenvolvimento de habilidades no trabalho; e as prioridades são oportunidades para aprendizes, programas de extensão, formação em competências interpessoais e empresariais e incentivos para as empresas se expandirem e investirem em capacitação no trabalho.

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