O deputado federal Paulo Azi (União-BA) é o principal nome cotado para assumir a relatoria da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
A indicação deve ser oficializada nesta terça-feira (24), em Brasília, em meio a negociações políticas que envolvem governo, oposição e lideranças do Congresso, já que o tema tem impacto direto sobre relações de trabalho e economia. As informações são do Valor Econômico.
Trajetória política e perfil parlamentar
De acordo com a Câmara dos Deputados, Paulo Azi nasceu em Salvador, na Bahia, e tem formação em Engenharia Civil e Administração de Empresas.
Está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal, tendo iniciado sua atuação na Câmara em 2015.
Antes de chegar ao Congresso Nacional, foi deputado estadual por três mandatos na Assembleia Legislativa da Bahia.
Ao longo da carreira, ocupou cargos de liderança partidária e funções estratégicas em comissões parlamentares.
Na Câmara, o deputado já presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, considerada uma das mais influentes da Casa.
A experiência no comando da CCJ é apontada como um dos fatores que reforçam sua indicação para relatar uma proposta de grande repercussão nacional.
Além disso, o parlamentar acumulou passagens por comissões ligadas a temas econômicos, infraestrutura e legislação, o que ampliou sua atuação em debates técnicos e jurídicos.
Histórico em cargos de liderança
Segundo a Assembleia Legislativa da Bahia, antes da atuação federal, Paulo Azi construiu carreira política no Legislativo baiano.
Na Assembleia Legislativa, exerceu funções como líder da maioria e da minoria em diferentes momentos, além de participar de comissões permanentes e especiais.
Durante esse período, atuou em áreas como infraestrutura, recursos hídricos e políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional.
Também presidiu investigações parlamentares e participou de discussões relacionadas à administração pública e relações de consumo.
Esse histórico é visto por aliados como um diferencial para conduzir debates complexos que exigem análise jurídica e impacto econômico, como o caso da PEC da jornada de trabalho.
Debate sobre a escala 6×1 ganha peso no Congresso
Como divulgado pelo O Brasiliansita, a proposta que discute o fim da escala 6×1 tem gerado forte movimentação política.
O governo federal defende mudanças que incluam redução da jornada semanal sem redução salarial, enquanto setores empresariais demonstram preocupação com efeitos sobre custos de produção.
A escolha de um relator ligado a partido de centro é interpretada como tentativa de garantir diálogo entre diferentes correntes políticas.
Ao mesmo tempo, lideranças partidárias já sinalizaram que pretendem influenciar o conteúdo do parecer que será apresentado na CCJ.
O Palácio do Planalto avaliava enviar projeto próprio sobre o tema, mas a decisão da Câmara de encaminhar a PEC diretamente à comissão mudou o cenário. Agora, o governo acompanha a definição do relator para decidir os próximos passos.
Outro ponto observado por interlocutores políticos é a necessidade de avaliar como o Senado reagirá ao texto, já que a proposta precisa passar pelas duas Casas legislativas.
Papel do relator e próximos passos
Se confirmado na função, Paulo Azi será responsável por elaborar parecer técnico sobre a admissibilidade da proposta.
O texto poderá recomendar aprovação, rejeição ou ajustes na PEC antes que o debate avance para comissão especial.
O relatório também tende a influenciar o ritmo da tramitação e o tom das discussões, já que o tema envolve impactos diretos na rotina de trabalhadores e empresas.
Além disso, a Câmara enfrenta uma agenda extensa nesta semana, com pautas econômicas e de segurança pública que disputam espaço nas votações.
Enquanto isso, o governo federal acompanha a movimentação e aguarda a oficialização do nome para avaliar se apresentará proposta alternativa ou se concentrará esforços na discussão dentro da própria PEC.

