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Geopolítica

Guerra no Oriente Médio pode adiar corte de juros do Fed?

A decisão de política monetária do Brasil também pode ser prejudicada

Guerra no Oriente Médio pode adiar corte de juros do Fed?

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) tem reunião marcada neste mês para decidir novamente os rumos da política monetária de uma das principais economias globais. Em meio à guerra iniciada contra o Irã, investidores ficam na dúvida em relação ao possível corte de juros básicos que está previsto.

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Conforme indicado pelo O Brasilianista, a guerra entre Estados Unidos e Irã pode durar quatro a cinco semanas ou mais, segundo declarações recentes do presidente americano Donald Trump, feitas após o início dos ataques militares contra o território iraniano, no último sábado (28).

Dois dias antes do início do conflito com o Irã, o membro do Conselho de Governadores do Fed, Stephen Miran, comentou otimista sobre o forte crescimento das taxas de emprego no país, mas que a autoridade monetária ainda precisaria cortar a taxa básica de juros pelo menos quatro vezes neste ano.

Para ele, é necessário o corte de um ponto percentual nos juros — 0,25 p.p por reunião — para evitar riscos no mercado de trabalho, visto que o controle da inflação não é um problema.

Contudo, em meio ao cenário de aumento inflacionário e crise energética do petróleo, os contratos futuros indicam uma probabilidade de 30,7% de um corte, menor do que os 49,6% da semana passada observados na ferramenta CME FedWatch. As informações são da CNN.

Outros especialistas do mercado ponderam que o banco central dos EUA deve manter a taxa de juros em março, após três cortes em 2025.

Qual foi a última decisão de juros do Fed?

Federal Reserve manteve os juros básicos da economia americana inalterados em decisão da última reunião, realizada no dia 28 de janeiro de 2026, a primeira do ano. As taxas operam no patamar entre 3,5% e 3,75%.

Esse é um movimento destoante das últimas três reuniões da autoridade monetária dos EUA, quando o banco central havia reduzido as taxas de juros em meio a pressões da Casa Branca. Vale lembrar que o resultado influencia todo o mercado financeiro, que deve estar mais vigilantes de suas práticas.

Funciona assim: redução de juros pode aumentar o investimento estrangeiro nos EUA, mas não ajuda a controlar a inflação, o que prejudica os consumidores. Conforme explicado pelo O Brasilianista, a decisão do Fed foi tomada por três motivos.

Como a decisão de juros dos EUA impacta o Brasil?

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) é o responsável por decidir os rumos da taxa básica de juros da economia, a Selic. Atualmente, a taxa está operando a 15% ao ano.

Apesar dos níveis de inflação e juros no Brasil serem os principais fatores analisados para definir a Selic, a decisão de juros do Fed impacta toda a economia global. Dessa forma, um corte das taxas por lá representa o mesmo movimento pelo Copom.

Vale lembrar que a Selic influencia: o consumo das famílias, o custo do crédito e o nível de investimentos. Juros altos reduzem o consumo e ajudam a conter a inflação. Juros mais baixos estimulam compras e investimentos.

Quando acontecem as reuniões do Copom em 2026?

As atas do Copom são publicadas às 8 horas da terça-feira seguinte às reuniões do comitê.

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