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Economia

Exportações superam importações em fevereiro, com destaque para o petróleo

A balança comercial do Brasil bateu recorde de vendas no mês passado

Do petróleo ao Master: as frentes de pressão sobre a economia brasileira

A balança comercial do Brasil bateu recorde das exportações em fevereiro, com crescimento de 15,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, indicou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quinta-feira (05).

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No último mês, as exportações somaram US$ 26,3 bilhões e as importações, US$ 22,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,208 bilhões e corrente de comércio de US$ 48,404 bilhões. Na comparação anual, as importações registraram queda de 4,8%.

No ano, as exportações totalizam US$ 51 bilhões e as importações, US$ 42,9 bilhões — o que representa um aumento de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 93,82 bilhões.

Um dos destaques das exportações foi a indústria extrativa, que registrou aumento nas vendas de minérios de cobre e seus concentrados (131,2%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus ( 76,5%).

O petróleo acompanhou o aumento das vendas brasileiras em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Em março, é esperado que a commodity tenha novos resultados expressivos — positivos ou negativos — em meio ao início da guerra entre Estados Unidos e Irã, que bloqueou o Estreito de Ormuz.

Petrobras diz que demanda de petróleo não será afetada

Petrobras, empresa estatal brasileira de produção de petróleo, afirmou na última segunda-feira (2) que não há risco de interrupção das importações e exportações da commodity no momento.

No último sábado (28), o início da guerra entre Estados Unidos e Irã paralisou o mundo em relação à exportação de petróleo, visto o bloqueio do Estreito de Ormuz. Vale destacar que, apesar do Brasil contar com extração nacional de petróleo, boa parte do combustível em formato de gasolina e outros combustíveis ainda é, em sua maior parte, importado.

Porém, em nota enviada ao CNN Money, a empresa disse que possui rotas alternativas fora da região de conflito. Dessa forma, a estatal afirma que conta com uma estratégia que “dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens”. Na prática, pode trazer alívio ao bolso dos consumidores, visto que a demanda não está completamente comprometida.

“Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas”, relata a companhia.

Os preços da commodity chegaram a subir 10% na manhã desta segunda em meio aos ataques na região e interrupção do Estreito de Ormuz.

Fechamento do Estreito é prejudicial para a economia do mundo todo

O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

Além do risco do produto não chegar ao destino final, os valores pagos por petróleo seriam mais altos do que normalmente, visto que a produção de distribuição estariam comprometidas.

Em meio ao bloqueio do Estreito e ataques a territórios iranianos, foi criado um vácuo de poder e elevou o risco de um conflito prolongado no Oriente Médio, afetando não apenas bolsas internacionais, mas também a percepção sobre o real e investimentos no Brasil.

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