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Economia

Conta poupança: como funciona, quais são as regras e o que avaliar antes de guardar dinheiro?

Modalidade é regulada pelo Banco Central e segue normas iguais em todas as instituições financeiras

Conta poupança: como funciona, quais são as regras e o que avaliar antes de guardar dinheiro?

Conta poupança é uma modalidade bancária criada para incentivar o hábito de guardar dinheiro. Também chamada de caderneta de poupança, ela foi estruturada para receber depósitos e gerar rendimentos mensais, com regras definidas por lei.

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O funcionamento é diferente do da conta corrente, que serve para pagamentos, recebimento de salário e movimentações frequentes.

Na poupança, o foco é manter valores guardados por períodos mais longos. As informações são do portal Serasa.

Como funciona o rendimento?

Desde 2012 a remuneração da poupança depende da taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia brasileira.

Quando a Selic fica acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês, acrescida da Taxa Referencial (TR). Quando a Selic está igual ou abaixo desse patamar, o rendimento passa a ser equivalente a 70% da Selic, mais a TR.

Depósitos realizados antes de maio de 2012 seguem regras antigas, com juros fixos mensais somados à TR.

A importância da data de aniversário

Os juros da poupança são creditados apenas uma vez por mês, na chamada data de aniversário do depósito. Essa data corresponde ao dia em que o valor foi aplicado.

Caso o saque ocorra antes desse dia, o rendimento do período não é incorporado ao saldo, mesmo que o dinheiro tenha ficado aplicado por quase um mês.

Quem regula a poupança no Brasil?

As normas da poupança são definidas pelo Banco Central do Brasil, instituição responsável por supervisionar o sistema financeiro nacional.

Isso significa que o rendimento, as regras de movimentação e a isenção de tarifas seguem o mesmo padrão em todas as instituições financeiras, independentemente do banco escolhido.

Qualquer pessoa física pode solicitar a abertura de uma conta poupança apresentando documento de identidade, CPF e comprovante de residência. Não há exigência de renda mínima nem cobrança de taxa de abertura.

Menores de idade também podem ter poupança em seu nome, desde que acompanhados por pai, mãe ou responsável legal no momento da solicitação.

De acordo com o Serasa, a poupança permite apenas operações básicas. O titular pode realizar número limitado de saques, transferências para contas de mesma titularidade e emissão de extratos por mês.

Essas restrições existem porque a conta não foi criada para uso cotidiano, mas para acumulação de recursos ao longo do tempo.

Tarifas e impostos

A legislação proíbe a cobrança de tarifa de manutenção, abertura ou movimentação da conta poupança. Os rendimentos obtidos por pessoas físicas também não sofrem incidência de Imposto de Renda.

Mesmo com a isenção, os valores aplicados devem constar na declaração anual do imposto, quando o contribuinte se enquadra nas regras da Receita Federal.

Liquidez e acesso ao dinheiro

Segundo o portal InfoMoney, a poupança possui liquidez diária. Isso quer dizer que o titular pode sacar os recursos a qualquer momento, sem necessidade de aviso prévio ou cumprimento de prazos.

Como informado pelo Expert XP, essa característica facilita o uso da poupança como reserva para emergências, já que o dinheiro fica disponível imediatamente.

A poupança conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade mantida pelas instituições financeiras.

A garantia do FGC cobre até R$ 250 mil por CPF e por banco, em caso de falência da instituição, somando poupança e outros produtos protegidos.

Vantagens da poupança

De acordo com o Serasa, entre os pontos positivos estão a simplicidade, a ausência de taxas, a facilidade de abertura, a liquidez diária e a proteção do FGC.

Essas características explicam por que a poupança costuma ser o primeiro contato de muitas pessoas com aplicações financeiras.

Desvantagens da poupança

Como divulgado pelo portal Infomoney, a principal limitação é o retorno financeiro, que tende a ser inferior ao de outros investimentos de renda fixa com risco semelhante.

O principal risco da poupança não está na perda do valor nominal, mas no rendimento.

Em diversos períodos, a remuneração fica próxima ou abaixo da inflação, reduzindo o poder de compra do dinheiro ao longo do tempo.

Esse efeito faz com que o saldo mantenha o valor em reais, mas compre menos bens e serviços no futuro.

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