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Política

Quem é Dario Durigan, cotado para assumir o Ministério da Fazenda

Economista e advogado participou da formulação de medidas centrais da política econômica recente

Qual o impacto no empresariado com novo ministro Dario Durigan?

O nome de Dario Durigan passou a ganhar destaque no cenário político e econômico após a decisão do ministro Fernando Haddad de deixar o comando do Ministério da Fazenda para disputar o governo de São Paulo.

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Com a saída prevista para os próximos dias, o atual secretário-executivo da pasta deve assumir o comando da equipe econômica.

O governo tende a manter a linha de política econômica adotada desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como braço direito de Haddad dentro da Fazenda, Durigan já participa diretamente da formulação das principais medidas fiscais e da articulação com o mercado. As informações são do InfoMoney.

Trajetória política

Dario Durigan ocupa desde 2023 o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda, função considerada a segunda mais importante da pasta.

Ele atua como coordenador interno das áreas técnicas e participa da elaboração de medidas econômicas do governo.

A chegada ao cargo ocorreu após a indicação de Gabriel Galípolo para a diretoria de política monetária do Banco Central.

Dentro da estrutura da Fazenda, o secretário-executivo costuma ser responsável pela articulação entre as secretarias do ministério e pela implementação das diretrizes definidas pelo ministro.

Essa posição também envolve diálogo com o Congresso, interlocução com setores produtivos e acompanhamento de medidas fiscais.

Caso a substituição seja confirmada, o novo ministro herdará um conjunto de políticas já em andamento, incluindo regras fiscais, programas de arrecadação e estratégias para controle das contas públicas.

Setor público, jurídico e tecnologia

Segundo o Governo Federal, Durigan é formado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e possui mestrado em Direito e Pesquisa Jurídica pela Universidade de Brasília (UnB).

Antes de assumir a secretaria-executiva da Fazenda, ele atuou como diretor de políticas públicas do WhatsApp no Brasil, função ligada à empresa Meta.

Nesse cargo, trabalhou na interlocução entre a empresa de tecnologia e autoridades públicas em temas regulatórios e institucionais.

No setor público, também passou pela Advocacia-Geral da União (AGU), onde atuou na consultoria jurídica da União em São Paulo e participou da criação de um núcleo de arbitragem voltado à administração pública.

Outro ponto da trajetória inclui atuação na Casa Civil da Presidência da República entre 2011 e 2015, período em que acompanhou projetos em tramitação no Congresso e participou da articulação jurídica de propostas do Executivo.

Ele também exerceu funções na prefeitura de São Paulo, assessorando a gestão municipal em temas estratégicos.

Ligação política com Haddad e equipe econômica

De acordo com O Globo, ele participou da administração municipal de São Paulo durante o período em que Haddad era prefeito, atuando como assessor em projetos estratégicos e na articulação institucional com a Câmara Municipal.

Essa proximidade política e técnica ajudou a consolidar sua presença dentro da equipe econômica do governo federal.

Outro movimento previsto com a mudança na Fazenda envolve a substituição de Durigan na secretaria-executiva. O atual secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, deve assumir o posto.

Ceron é um dos formuladores do arcabouço fiscal, a regra que substituiu o antigo teto de gastos e estabelece limites para o crescimento das despesas públicas.

O modelo permite que os gastos do governo cresçam acima da inflação, mas dentro de um intervalo limitado, com teto de expansão real de até 2,5% ao ano.

Essa regra é considerada a principal âncora fiscal do atual governo e influencia diretamente expectativas de mercado sobre dívida pública, juros e inflação.

O que muda para empresas e investidores?

A eventual chegada de Durigan ao comando da Fazenda tende a ser interpretada pelo mercado como um movimento de continuidade institucional.

Em ambientes econômicos, mudanças bruscas na equipe responsável pela política fiscal costumam gerar incertezas sobre regras de gasto público, tributos e controle da dívida.

Quando a sucessão ocorre dentro da própria equipe econômica, investidores tendem a enxergar menor risco de mudanças abruptas.

Para empresas, isso significa maior previsibilidade sobre políticas fiscais, programas de incentivo e regras tributárias em discussão no Congresso.

Pequenos negócios também acompanham esse cenário porque decisões da Fazenda afetam diretamente temas como crédito, carga tributária e programas de financiamento.

Além disso, investidores observam com atenção a condução da política fiscal, já que ela influencia o comportamento da taxa de juros, do dólar e das expectativas de crescimento econômico.

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