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Economia

Negócios do esporte mostram fraqueza em meio à guerra. Como os setores se relacionam?

O conflito já provocou o cancelamento generalizado de eventos esportivos estratégicos na região

Negócios do esporte mostram fraqueza em meio à guerra. Como os setores se relacionam?

A guerra no Oriente Médio tem causado impactos não apenas nas estratégias comerciais e industriais, mas também no mundo dos esportes. Isso porque a desordem geopolítica altera os departamentos de logística, rotas de voo e gestão financeiras de equipes.

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Vale lembrar que 2026 é um grande ano para os esportes, em especial pelos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno e a Copa do Mundo FIFA.

Segundo a Calcalistech, uma análise da emissora alemã DW indicou que o conflito já provocou o cancelamento generalizado de eventos esportivos estratégicos na região e as maiores interrupções de viagens em uma década. Atletas de elite ficaram retidos em aeroportos, além dos milhares de voos cancelados.

Para os países na região do conflito, ou próximos, a crise aumenta os déficits orçamentários das federações esportivas em milhões de dólares com redirecionamento forçado de rotas de voos mais longas e custosas, bem como o temor do uso completo das reservas financeiras.

A Federação Europeia de Handebol (EHF), por exemplo, adiou recentemente duas partidas de qualificação para o Campeonato Europeu entre a seleção feminina de Israel e a Grécia, pela complexidade da viagem das atletas israelenses.

O problema não fica somente no transporte. Afinal, o adiamento implica em novos voos — que podem encarecer —, mais documentos para os atletas, centros de treinamento e acomodações em meio a uma crise regional.

Nos Jogos Paralímpicos de Inverno, por exemplo, a guerra atrasou a chegada de diversas delegações, o que pode prejudicar o desempenho dos atletas. Isso ocasionaria em potencial perda de patrocínio para vários deles.

Vale lembrar ainda que partidas canceladas implicam em torcedores que não aparecem, o que causa prejuízos para hotéis, restaurantes, comércio e o setor de turismo em geral.

Ainda de acordo com a Calcalistech, a Federação de Críquete da Inglaterra e do País de Gales (ECB) foi a mais prejudicada até agora, após ser obrigada a cancelar a turnê do England Lions pelos Emirados Árabes Unidos e evacuar a delegação. Os prejuízos da logística emergencial são estimados em milhões de libras.

Como a guerra impacta a economia global?

Para além do esporte, há um movimento de alta observado nesta semana nas commodities, em especial o petróleo, impulsionado pelo temor de uma interrupção prolongada do Estreito de Ormuz, principal canal de passagem das commodities. Esse bloqueio pode causar perdas de produção para as principais economias, bem como pressionar o setor.

Conforme mostrado pelo O Brasilianista, o efeito do bloqueio é em cadeia: preços mais altos impulsionam a inflação, o que pode reduzir o poder de compra das famílias — especialmente no Oriente Médio e na Europa —, prejudicando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em economias de todo o mundo.

Para as políticas monetárias dos principais países, como EUA, Reino Unido, Europa e até mesmo o Brasil, os bancos centrais podem ser forçados a manter as taxas de juros inalteradas por mais tempo ou até mesmo subir mais os juros na tentativa de controle da inflação, além da pressão fiscal para intervir no mercado de energia.

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