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Geopolítica

Setor do esporte ajuda a financiar a Rússia para a guerra contra a Ucrânia; entenda

As transferências entre jogadores russos garantiram dinheiro indireto para manter o conflito

Setor do esporte ajuda a financiar a Rússia para a guerra contra a Ucrânia; entenda

Rússia se beneficia da desordem gerada pela guerra entre Estados Unidos e Israel e Irã, iniciada no final de fevereiro. Isso porque garantiu posição estratégica no mercado de petróleo em meio ao bloqueio de um dos principais canais de distribuição do combustível no Oriente Médio.

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Além das vantagens comerciais do petróleo, o país ainda consegue patrocínios no setor esportivo, o que ajuda a financiar, indiretamente, a guerra contra a Ucrânia.

De acordo com o Bursa, os clubes de futebol europeus continuam transferindo jogadores para times russos em negociações que movimentam centenas de milhões de euros, mesmo quatro anos após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Uma investigação do Follow the Money mostra que esses montantes são um apoio significativo para os clubes russos e à federação dos esportes do país. Dessa forma, o Estado russo consegue financiamento em certa parte para seguir com os ataques, além de promover uma ferramenta de propaganda sugerindo que as atividades econômicas e esportivas seguem normalmente, mesmo com os conflitos.

Quase 300 milhões de euros foram transferidos entre clubes europeus e russos desde o início do conflito, em fevereiro de 2022. Do total, a Rússia pagou cerca de 153,6 milhões de euros por jogadores europeus, enquanto 123,6 milhões de euros foram transferidos na direção oposta.

Os países que mais lucraram nessas transferências de atletas foram a França, que recebeu valores acima de 62 milhões de euros, Espanha (48,3 milhões de euros), Grécia (34,4 milhões de euros), Portugal (24,8 milhões de euros) e Itália (22,3 milhões de euros).

Além disso, o clube que mais recebeu com venda de jogadores à Rússia foi o AEK Atenas, que somou cerca de 22 milhões de euros por dois jogadores. Paris Saint-Germain (20 milhões de euros), FC Twente, da Holanda, e Real Sociedad, da Espanha (13 milhões de euros cada), aparecem em seguida no ranking. Já o OGC Nice, da França, ficou com cerca de 12 milhões de euros.

O jogador mais importante transferido foi o goleiro russo Matvei Safonov, que saiu do FC Krasnodar para o Paris Saint-Germain em junho de 2024. A transação foi avaliada em aproximadamente 20 milhões de euros, a maior quantia paga entre um clube europeu e um russo desde o início da guerra.

Como a Rússia se beneficia com a guerra no Oriente Médio?

Segundo o InfoMoney, a Rússia passou a vender barris de petróleo com lucro de US$ 4, visto que antes o país oferecia barris com desconto de US$ 15.

Para os países que mais dependem de petróleo do que exportam, os mais prejudicados são China, Índia, Coreia do Sul e Japão.

Praticamente todo o petróleo que abastece essas nações passa pelo Estreito de Ormuz, agora bloqueado. Já a Europa enfrenta dificuldades com o gás natural.

O Estreito de Ormuz é dominado pelo governo iraniano e uma maneira de fechar a região seria através da instalação de minas marítimas, uso de embarcações rápidas armadas, submarinos e mísseis costeiros, de acordo com a Politize!.

Isso impacta todo o comércio marítimo, além da economia mundial. Funciona assim: com a principal via de petróleo e gás natural fechada, a demanda por esses combustíveis seguiria aumentando, o que consequentemente aumenta o preço das commodities.

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