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Economia

Copom se reúne na próxima quarta e mercado já aposta em corte “cauteloso” da Selic

Inflação acima do esperado e tensões no Oriente Médio influenciam apostas para decisão do BC

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Na próxima quarta-feira (18) o Copom deve se reunir novamente para decidir o novo valor da taxa básica de juros (Selic). Mas as futuras projeções já sofreu uma guinada dos agentes financeiros. A previsão majoritária agora aponta para uma redução mais “tímida”, de 0,25 ponto percentual, abandonando o consenso anterior de um corte de meio ponto.

Dados coletados na última quinta-feira (12) revelam que a chance de o Banco Central adotar uma postura mais conservadora subiu para 51%, como detalha o Money Times. Por outro lado, o cenário de um corte mais agressivo (0,50 p.p.) recuou para 39%, enquanto a hipótese de manter os juros inalterados ganhou corpo, atingindo 10%.

Essa movimentação é significativa, pois interrompe a estabilidade das previsões mantida desde os primeiros sinais de flexibilização monetária. Para se ter ideia, em 11 de março, a aposta em uma queda de 0,50 p.p. ainda dominava com quase 57% de probabilidade.

Instituições de peso já começaram a carimbar essa mudança de rota. Gigantes como Goldman Sachs e Citi alteraram oficialmente suas estimativas, migrando da projeção de 0,50 p.p. para os atuais 0,25 p.p. como o ajuste mais provável para março.

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Por que o otimismo esfriou?

A deterioração das expectativas é alimentada por uma combinação de fatores externos e internos:

  • Tensão Global: O agravamento dos conflitos no Oriente Médio e o risco de bloqueio no Estreito de Ormuz impulsionaram as cotações do petróleo, gerando temores sobre a inflação global.
  • Pressão no IPCA: No Brasil, o índice oficial de inflação de fevereiro superou as previsões, registrando 0,70% (contra os 0,63% esperados), o que acendeu o sinal amarelo para o Banco Central.
  • Revisão do Governo: A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda já reagiu aos dados recentes, elevando a meta projetada para a inflação anual de 3,6% para 3,7%.

Reuniões do BC

O Brasilianista detalha que o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil deve realizar cerca de oito reuniões em 2026 para definir o rumo da taxa Selic. A primeira ocorreu em 27 e 28 de janeiro, quando a taxa foi mantida em 15% ao ano. Além do dia 18 de março, as próximas reuniões estão previstas para abril, junho, agosto, setembro, novembro e dezembro.

Veja as datas:

Os encontros do Comitê de Política Monetária acontecem a cada 45 dias e duram dois dias. No primeiro, os diretores analisam indicadores como atividade econômica, mercado de trabalho, inflação, câmbio e preços de commodities.

No segundo dia, votam para decidir se a taxa Selic deve subir, cair ou permanecer estável, com decisão tomada por maioria simples. Após a reunião, o comunicado oficial é divulgado no mesmo dia após às 18h e na semana seguinte o Banco Central publica detalhes dos argumentos e projeções.

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