Acontece nesta terça-feira (17) a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central para decidir a taxa básica de juros, que atualmente está em 15% ao ano. Dois principais pontos preocupam neste próximo encontro. Entre eles, está o aumento no preço do petróleo em todo o mundo influenciado pelo conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
O nosso colunista Cristiano Noronha traz mais detalhes. A pauta da reunião deve discutir também a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, que registrou alta de 0,70% no mês puxada pelo aumento dos preços na educação. Expectativas do mercado apontam que pode haver queda de 0,25 ponto percentual na taxa de juros.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se reúne nesta segunda-feira (16) com líderes partidários para discutir a pauta de votações da semana. A previsão é que a Casa faça a análise do Projeto de Lei Complementar (PLP) 281/2019 que trata da resolução bancária. Este é um dos temas prioritários da agenda do Banco Central.
Ainda sobre os destaques na economia, nesta terça-feira ocorre também uma sessão do Congresso Nacional em que será promulgado o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A expectativa é de avanço no processo para que o tratado entre em vigor. Após a promulgação, o texto deve seguir para assinatura do Poder Executivo, etapa considerada necessária para dar continuidade à formalização do acordo.
Disputa pelo governo de São Paulo
A saída de Fernando Haddad do comando do Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo deve acontecer nesta semana. Na quinta-feira (19), ele participa de evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar um balanço dos resultados de sua gestão.
Quem deverá comandar a pasta é o secretário-executivo Dario Durigan, considerado braço direito do ministro Fernando Haddad no órgão. Conforme noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, antes mesmo de assumir a função, Durigan já participava ativamente da formulação das principais medidas fiscais e da articulação com o mercado.
A saída de Haddad da pasta surge em meio à articulação para fortalecer o palanque do governo no estado, de olho nas próximas eleições e na estratégia política do presidente Lula (PT). Na análise de Cristiano Noronha, apesar das movimentações, o cenário hoje é mais favorável para a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Recentemente, uma pesquisa do instituto Real Time Big Data mostrou que Tarcísio de Freitas vence com folga em todos os cenários testados. Em um deles, o governador aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad registra 31%. Além disso, em um eventual segundo turno, Tarcísio também sairia à frente, com 50%, contra 37% de Haddad.
Situação aperta para Lula
O movimento surge relacionado ao apoio de Tarcísio de Freitas à eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) para presidente da República. Por isso, para Lula é importante ter uma candidatura em São Paulo que possa fazer um contraponto ao governador.
Contudo, os resultados das pesquisas mais recentes acendem um alerta para o atual chefe do Executivo. De acordo com levantamento do Real Time Big Data, 56% dos entrevistados desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 40% aprovam a gestão.
Segundo Cristiano Noronha, Flávio Bolsonaro tem intensificado a agenda de viagens pelo país, com atenção especial ao Nordeste, região onde Lula mantém maior força política. No último fim de semana, o senador esteve em Rondônia e, nos próximos dias, deve cumprir agendas no Rio Grande do Norte e na Paraíba.
Suprema Corte
Na sexta-feira (20), o Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, em plenário virtual, o julgamento de uma ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que pede a suspensão da lei paulista que autorizou a privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A análise deve ocorrer até o dia 27 e, segundo avaliações iniciais, há tendência de que a Corte mantenha válida a privatização da empresa.

