Esta quarta-feira (18) concentra decisões relevantes para a economia brasileira, com destaque para a definição da taxa básica de juros pelo Banco Central e uma série de discussões no Congresso e no Judiciário.
A agenda reúne temas que vão de crédito e inflação a regras trabalhistas e investimentos estrangeiros, com impacto direto sobre empresas e investidores. As informações são da Agenda da Câmara dos Deputados.
Copom anuncia Selic
O Comitê de Política Monetária do Banco Central divulga a nova taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, referência para toda a economia.
A decisão influencia diretamente o custo do crédito, impactando desde financiamentos empresariais até empréstimos para microempreendedores.
Taxas elevadas tendem a reduzir o ritmo de consumo e encarecer investimentos produtivos, pressionando o ambiente de negócios. A expectativa do mercado é de uma redução para 14,75%.
Congresso discute jornada de trabalho e ouve Débora Freire
A Comissão de Constituição e Justiça realiza audiência pública sobre o fim da escala 6×1, com participação da subsecretária de Política Fiscal do Ministério da Fazenda, Débora Freire.
Levantamento recente, divulgado pelo O Brasilianista, mostra que 71% da população apoia a redução da jornada semanal, indicando pressão social sobre o tema.
A proposta pode impactar diretamente empresas dos setores de comércio e serviços, que operam com escalas mais intensas.
Ao mesmo tempo, defensores argumentam que jornadas menores podem elevar produtividade e melhorar o desempenho econômico no médio prazo.
Renan Filho e Guilherme Sampaio anunciam regras para frete rodoviário
O ministro dos Transportes, Renan Filho, e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Guilherme Sampaio, apresentam medidas para ampliar a fiscalização do piso mínimo do frete.
A iniciativa busca punir empresas que descumprem a tabela e reforçar regras no setor logístico. Mudanças na fiscalização podem elevar custos operacionais para empresas que dependem do transporte rodoviário.
Para caminhoneiros, a medida tende a aumentar a previsibilidade de renda e reduzir distorções no mercado.
Governo Lula avança em agendas sociais
De acordo com a Agenda oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa o dia às 9h, quando recebe a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.
No período da tarde, às 14h40, Lula se reúne com o secretário especial para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Marcelo Weick.
Logo depois, às 15h, participa da cerimônia de assinatura de decretos voltados à proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais, tema que amplia o debate sobre regulação de plataformas.
Encerrando o dia, às 19h, o presidente participa da solenidade de entrega da terceira edição do Prêmio Mulheres das Águas.
STF analisa investimento estrangeiro em terras e incentivos ao agro
O Supremo Tribunal Federal julga ações que tratam da aquisição de imóveis rurais por empresas brasileiras com controle estrangeiro.
A decisão pode influenciar o fluxo de capital internacional no agronegócio e em setores ligados à produção rural.
Também está na pauta uma ação sobre incentivos fiscais em Rondônia, envolvendo empresas que aderem a compromissos ambientais. O resultado pode alterar regras de competitividade e afetar investimentos no setor agroindustrial.
CPMI do INSS pressiona governo
A CPMI do INSS ouve a presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, em mais um capítulo das investigações.
O senador Carlos Viana, presidente da comissão, também avalia acionar o Supremo para ampliar o prazo dos trabalhos.
O caso envolve suspeitas de movimentações financeiras, incluindo valores citados de R$ 300 mil, aumentando a pressão política.
Prazo para subsídio ao diesel
Termina o prazo para apresentação de emendas à medida provisória que trata de subvenção ao diesel, tema relevante para custos logísticos.
No Congresso, os ministros Luiz Marinho e Luciana Santos participam de audiências sobre prioridades de suas pastas.
Decisão do Federal Reserve afeta câmbio e fluxo de capital global
O Federal Reserve também anuncia sua taxa de juros, influenciando mercados internacionais. Mudanças na política monetária dos Estados Unidos impactam o dólar e o fluxo de investimentos para países emergentes.
Empresas brasileiras com operações externas e investidores atentos ao câmbio acompanham a decisão de perto.

