Na manhã desta sexta-feira (27), uma testemunha faleceu nas dependências do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), em Salvador. As informações são do BNews, mas não há confirmação sobre a causa da morte ou o caso pelo qual estava presente.
A testemunha se encaminhava para uma audiência no no Fórum 2 de Julho, mas passou mal antes de adentrar no prédio e morreu em frente à portaria.
Não há unanimidade sobre como o homem faleceu. Relatos de advogados que circulavam pelo local, ao BNews, revelaram que ele morreu já dentro das dependências do TRT. Uma outra informação enviada ao periódico indicou que a testemunha foi atendida pelo departamento médico no segundo-andar, mas veio à óbito após um infarto.
Por sua vez, o TRT alegou que o homem tinha acabado de tomar café na rua e estava acessando as dependências externas do tribunal quando desmaiou. Os bombeiros civis da casa foram acionados e tentaram reanimar o homem. O SAMU chegou logo depois, mas óbito foi confirmado no local.
Advogados e o público dentro do local alegaram que o Fórum estava particularmente quente na ocasião, indicando que o ar-condicionado não estava funcionando direito. Diversas pessoas associaram o mal-estar da testemunha com a temperatura do prédio, mas a informação foi negada pela assessoria do Tribunal.
De acordo com o comunicado, “nesta sexta-feira(27) não houve atendimento médico em virtude de ar condicionado. O ar condicionado está funcionando satisfatoriamente no Fórum 2 de Julho na data de hoje”.
Sucessão do TRT-BA
Conforme mostrado pelo O Brasilianista nesta matéria, o passado à direita de um dos candidatos que integram a lista tríplice para desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) começou a circular nos bastidores do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça.
O ex-presidente da subseção da OAB em Ilhéus (BA) Marcos Flávio Rhem, que figura na lista ao lado de Christiane Gurgel e Mirela Possídio, enfrenta o desafio de conciliar suas atuais pretensões jurídicas com um histórico de militância ferrenha nas alas conservadora e bolsonarista da Bahia.
Em 2018, uma semana após a prisão de Lula, o advogado aparece em publicações que rememoram o início do movimento Vem pra Rua, celebrando o que aliados descreviam como a “via crucis do PT”. Antes, Rhem apoiou as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Rhem possui conexões políticas que incomodam a base governista. Ele é apontado como aliado de primeira hora do deputado federal Adolfo Viana (PSDB). O advogado já atuou como coordenador regional do PSDB.
No partido, Rhem foi cotado para disputar a prefeitura de Ilhéus pela coalizão de oposição ao governo estadual petista. Mesmo não tendo sido escolhido, ele mantém proximidade com o prefeito da cidade baiana, Valderico Júnior.
As redes sociais de Rhem só têm registros a partir de dezembro de 2022, logo após a vitória de Lula nas urnas. Postagens referentes ao período do governo Bolsonaro e às eleições municipais de 2020 foram apagadas.
Para tentar garantir a vaga, Rhem tem sido visto com frequência em eventos jurídicos na Bahia, com a presença massiva de políticos do PT.
Como a escolha final é política e discricionária do presidente Lula, o advogado agora depende do “beija-mão” e da articulação de figuras como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner para dissipar as resistências no Planalto.

