Conforme noticiado antes pelo O Brasilianista, o relatório final feito pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi rejeitado pela CPMI do INSS em votação realizada na madrugada deste sábado (28/03), com 19 votos contrários e 12 a favor. O documento pedia o indiciamento contra Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS“. Além disso, também solicitava a prisão preventiva de Lulinha, de acordo com o UOL.
A leitura do relatório não apresenta um fechamento definitivo, mas o começo de outra etapa. Este conteúdo presente em quase cinco mil páginas tem o poder de orientar ações futuras, podendo servir até mesmo fora do Congresso.
Todo esse processo depende das investigações em andamento e do encaminhamento das recomendações, ainda de acordo com interlocutores do Legislativo.
Em meio a isso, as acusações que foram apresentadas, no momentos mais sensível da votação, contra o mesmo, perdem a consistência com os elementos entregues por sua defesa. Documentos indicam que o pai biológico da jovem presente na denúncia, é na verdade seu primo, segundo o parlamentar. Além disso, existe a circulação de um vídeo pelo qual a própria jovem afirma que seu pai não é Alfredo Gaspar.
Acusação
A denúncia foi feita em um momento crucial para o entendimento do episódio, justamente no momento da leitura do relatório final. Em meio a tensão tomando conta, aliados de Gaspar perceberam que houve a tentativa de desestabilizar e constranger o relator. Partindo para um lado jurídico, esta coação não é de forma automática, mas se sustenta no contexto de como a acusação foi realizada.
Além da adoção de medidas judiciais, Gaspar disse que iniciará com representações no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados e do Senado conta os parlamentares envolvidos no caso. Uma estratégia que mostra o intuito claro de desdobramento disciplinar e judicial, tirando a concentração da própria CPMI do INSS.
Guerra de narrativas
Com esse acontecido, a guerra de narrativas persiste ainda mais e mostra os polos da disputa política e a responsabilidade jurídica nesses meios. Resumidamente, o desfecho depende da produção de provas em última instância. Desse modo, o acusado deve buscar a evidenciar a imputação ou abuso no contexto política e quem acusa tem a adversidade na demonstração da veracidade presente nos fatos.
Repercussão
Agora o caso, que já tinha uma repercussão política muito forte, começa a ser analisado pelo ponto de vista mais técnico. A acusação se fragiliza a partir do momento que as evidências apresentadas forem apuradas e confirmadas diante do ocorrido. Além disso, ela deixa de ser avaliada pelo campo político, e vai para o lado jurídico. Em meio a esse cenário, ocorrido durante a sessão da CPMI do INSS, as acusações deixam de fazer um efeito imediato em relação ao relatório final e partem para outra frente, gerando uma consequência alarmante para os acusadores.

