O Dia da Mentira, celebrado nesta quarta-feira (01), é marcado por brincadeiras relacionadas a trotes e histórias falsas contadas de forma bem-humorada a fim de divertir. Na sociedade, entretanto, a propagação de fake news pode provocar consequências significativas rapidamente tanto para a população como para instituições públicas, assim como tem o poder de se tornar uma arma política.
Segundo informações do Senado Federal, sete em cada 10 brasileiros tiveram acesso alguma desinformação, conforme resultado da pesquisa DataSenado. Nos últimos anos, circularam fake news principalmente sobre a saúde, como os boatos de que vacinas causam câncer ou outros tipos de efeitos colaterais. Mais recentemente, o Banco Central precisou desmentir informações falsas que afirmavam a existência de medidas que determinariam taxações para transações ou movimentações financeiras acima de R$ 5 mil.
O cenário se torna ainda mais desafiador diante da velocidade com que notícias falsas se espalham nas redes sociais e da dificuldade que muitos usuários têm em identificar conteúdos verdadeiramente confiáveis. A preocupação surge diante da possibilidade de fake news manipularem opiniões e comportamentos rapidamente, situação que torna fundamental a necessidade de que cada pessoa saiba identificar e filtrar informações confiáveis.
Como identificar uma informação falsa?
Notícias confiáveis devem ser procuradas em sites oficiais do governo, bem como em portais de credibilidade que informem a fonte utilizada na notícia. Diante disso, antes de acreditar em alguma informação é necessário primeiro verificar qual a sua origem, caso seja conteúdo um de rede social vale a pena procurar em outros canais confiáveis, já que uma fake news pode passar despercebida facilmente no feed, segundo informações do Ministério da Saúde.
Além disso, existem alguns primeiros sinais que podem ser observados em conteúdos falsos, como a URL em que notícia está de fato publicada. Acontece, que propagadores de fake news podem manipular um link que parece ser de veículo tradicional, mas que na realidade direciona o usuário para outro endereço. É possível verificar o verdadeiro site antes mesmo de clicar, apenas segurando o link por alguns segundos ou passando o mouse do computador.
Conteúdos sensacionalistas
O segundo passo está relacionado à análise do conteúdo que foi publicado. É necessário que os usuários fiquem atentos a narrativas apelativas e sensacionalistas, que tentam manipular emoções, como a de indignação, bem como induzir crenças sem comprovação exata, apenas utilizando de um tom mais exagerado. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, esse tipo de narrativa tem o intuito de estimular o compartilhamento da mensagem com o máximo de pessoas.
Caso o título da informação seja chamativo é preciso confiar apenas após a leitura completa do texto. Geralmente, conteúdos de fake news apresentam erros gramaticais grandes e contém falta de concisão textual. O cenário se diferencia dos veículos jornalísticos confiáveis, nos quais há preocupação com a imparcialidade, além da revisão cuidadosa dos textos e do conteúdo antes da publicação.
Sites de checagem
A terceira dica pode ser utilizada em casos mais difíceis, quando o conteúdo não tem detalhes concretos de que é uma fake news ou quando há várias pessoas compartilhando. Notícias consideradas falsas geralmente são desmentidas por agências de checagem, que trabalham empenhadas em revelar publicações mentirosas. Entre elas, existe a página Fato ou Boato do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assim como outras iniciativas privadas, como a Agência Lupa e site Aos Fatos.

