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Política

Prefeitos e governadores deixam cargos para disputar eleições; saiba como ficam os comandos

Mesmo sendo uma condição exigida pela lei, a saída não confirma a candidatura

Prefeitos e governadores deixam cargos para disputar eleições; saiba como ficam os comandos

De acordo com a lei, com o intuito de disputar outros cargos nas eleições deste ano, 10 prefeitos e 11 governadores de capitais brasileiras renunciaram a seus mandatos. Para evitar o uso da máquina pública em favor das candidaturas, esta regra funciona para os que ocupam cargos no Poder Executivo. O prazo para a desincompatibilização encerrou na noite do último sábado (04/04).

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A lista de prefeitos que renunciaram conta com: Eduardo Paes (PSD), do Rio de Janeiro; Lorenzo Pazzolini (Republicanos), de Vitória; João Campos (PSB), do Recife; Eduardo Braide (PSD), de São Luís; Cícero Lucena (MDB), de João Pessoa; David Almeida (Avante), de Manaus; Dr. Furlan (PSD), de Macapá; Tião Bocalom (PSDB), de Rio Branco; Arthur Henrique (PL), de Boa Vista e João Henrique Caldas (PSDB), de Maceió.

Já os governadores que renunciaram são: Gladson Cameli (PP), do Acre; Wilson Lima (União), do Amazonas; Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal; Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo; Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás; Mauro Mendes (União), do Mato Grosso; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Helder Barbalho (MDB), do Pará; João Azevêdo (PSB), da Paraíba; Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro e Antonio Denarium (Republicanos), de Roraima. As informações são do g1.

Condição exigida

Vale lembrar que, mesmo sendo uma condição exigida pela lei, a saída dos cargos não confirma a candidatura. Além disso, a oficialização só acontecerá depois do registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e as convenções partidárias, em agosto.

No caso de um governador, quando o cargo é deixado, o seu vice assume a responsabilidade, podendo candidatar-se a um novo mandato.

Reeleição

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, tinha o objetivo de se candidatar a presidência, mas acabou perdendo a disputa para Ronaldo Caiado, governador de Goiás, também do PSD. Fátima Bezerra, governadora do Rio Grande do Norte teve sua candidatura ao Senado frustrada após seu vice, Walter Alves, se negar a ocupar seu lugar, pois o mesmo quer se candidatar a deputado estadual.

Assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os governadores podem tentar sua reeleição sem a necessidade de deixar seus cargos enquanto se candidatam. A lista conta com: Clécio Luís (União), do Amapá; Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia; Elmano de Freitas (PT), do Ceará; Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul; Raquel Lyra (PSD), de Pernambuco; Rafael Fonteles (PT), do Piauí; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo e Fábio Mitidieri (PSD), de Sergipe.

Alinhado a isso, existem os governadores que concluirão o mandato e tiveram a decisão de não disputar a eleição, como é o caso de: Paulo Dantas (MDB), de Alagoas; Carlos Brandão (sem partido), do Maranhão; Ratinho Junior (PSD), do Paraná; Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte; Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul; Marcos Rocha (PSD), de Rondônia e Wanderlei Barbosa (Republicanos), de Tocantins.

Mandato-tampão

No caso de Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, que renunciou para se candidatar ao Senado, haverá uma reunião para um “mandato-tampão” até o fim de 2026, já que estava sem vice. O STF (Supremo Tribunal Federal) ainda decidirá se será através de uma eleição indireta, somente com votos dos deputados estaduais, ou direta, com voto dos eleitores.

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