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Política

CPI do Crime ouve Gabriel Galípolo e Campos Neto sobre Banco Master nesta quarta-feira (08)

A convocação tem o objetivo de esclarecer detalhes relacionados à atuação do Banco Central em relação ao Banco Master

CPI do Crime ouve Gabriel Galípolo e Campos Neto sobre Banco Master nesta quarta-feira (08)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado ouve, nesta quarta-feira (08), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto. A convocação tem o intuito de que ambos esclareçam detalhes da atuação da entidade monetária em relação ao Banco Master, instituição liquidada no último ano por fraudes financeiras.

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Em justificativa para a convocação de Campos Neto, o relator do pedido, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que o convocado é “testemunha qualificada”, pela possibilidade de fornecer informações estratégicas sobre as operações irregulares da instituição financeira ligada a Daniel Vorcaro. Além disso, ele deve esclarecer falhas de fiscalização, que podem ter facilitado as operações fraudulentas do Banco Master.

Conforme informações da Agência Senado, o ex-presidente deve apresentar mais detalhes os critérios de idoneidade exigidos de novos controladores de bancos. “A experiência acumulada por Roberto Campos Neto à frente do Banco Central o coloca em posição privilegiada para contribuir com uma dimensão prospectiva igualmente importante para esta Comissão: a identificação de lacunas regulatórias e a proposição de aperfeiçoamentos institucionais que possam fortalecer a capacidade do sistema financeiro nacional de resistir à infiltração de organizações criminosas”, afirma o relator do pedido de convocação.

Roberto Campos Neto esteve à frente do Banco Central de 2019 a 2025, cargo ocupado em seguida por Gabriel Galípolo. Ele já havia sido convocado anteriormente pela CPI do Crime Organizado, mas não esteve presente por dispensa permitida por meio de habeas corpus concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, de acordo com o Senado Federal.

Convocação de Gabriel Galípolo

Segundo o requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE), a convocação do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, é baseada em informações sobre uma possível reunião ocorrida no Palácio do Planalto. Nesse encontro, teriam participado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Daniel Vorcaro e o próprio Galípolo. Diante disso, a comissão entende como necessário apurar o teor das deliberações durante o encontro para garantir transparência institucional.

“A oitiva pretendida não se dirige à atividade técnica do Banco Central em si, mas à necessidade de assegurar transparência institucional e afastar quaisquer dúvidas sobre eventual interferência política ou econômica indevida em processos de fiscalização e controle do sistema financeiro, temas diretamente relacionados ao objeto desta CPI”, afirma Eduardo Girão.

CPI do Crime Organizado

A CPI do Crime Organizado, composta por 11 senadores titulares e sete suplentes, foi instalada em 4 de novembro para investigar a atuação de organizações criminosas no país, bem como crescimento e o funcionamento desses grupos. Um dos focos das investigações é a forma de atuação do Banco Master.

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou, nesta terça-feira (07), pedido de prorrogação por mais 60 dias das atividades do grupo. No entanto, segundo informações do G1, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar os trabalhos da comissão, movimento que já era esperado diante da mesma decisão adotada em relação à CPMI do INSS, que também teve a continuidade dos trabalhos negada.

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