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Economia

Arrecadação no governo Lula faz carga tributária ser a maior dos últimos anos

Alta de 0,18 ponto percentual em relação a 2024 mostra o avanço da arrecadação no governo central

Arrecadação no governo Lula faz carga tributária ser a maior dos últimos anos

A carga tributária bruta do governo geral brasileiro foi estimada em 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o que representa um aumento de 0,18 ponto percentual em relação a 2024, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O resultado reflete o desempenho das três esferas de governo federal, estadual e municipal que integra a estimativa elaborada para a Prestação de Contas da Presidência da República.

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De acordo com a STN, o crescimento é resultado, principalmente pelo governo central, cuja carga tributária aumentou 0,26 ponto percentual do PIB. Os municípios também registraram leve alta, de 0,03 ponto percentual, enquanto os estados apresentaram queda de 0,10 ponto percentual .

Segundo o relatório, o avanço da carga tributária no âmbito federal está associado ao aumento da arrecadação em diferentes categorias. Entre elas, destacam-se os impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital, especialmente o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que cresceu 0,23 ponto percentual do PIB.

O desempenho foi causado também por fatores como a expansão da massa salarial. Além disso, também teve o aumento de 0,10 ponto percentual do PIB nos impostos sobre operações financeiras (IOF), resultado por operações de câmbio e crédito, bem como pela elevação de alíquotas.

Outro fator foi a ampliação de 0,12 ponto percentual do PIB nas contribuições ao Regime Geral da Previdência Social (RGPS), impulsionada pelo crescimento do emprego formal e pela reoneração escalonada da contribuição patronal e da folha de pagamentos, conforme a STN.

Queda nos estados pelo ICMS

A redução estadual da carga tributária foi influenciada principalmente pela queda de 0,09 ponto percentual do PIB na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Segundo o relatório, embora tenha havido crescimento nominal na arrecadação entre 2024 e 2025, esse aumento foi inferior à expansão do PIB, resultando em redução proporcional da carga tributária.

A STN aponta ainda que esse movimento mostra como a composição do crescimento econômico em 2025 está concentrada em setores com menor incidência do imposto. As demais receitas tributárias estaduais permaneceram relativamente estáveis em proporção do PIB, de acordo com o documento.

Já nos governos municipais, a carga tributária cresceu 0,03 ponto percentual do PIB entre 2024 e 2025, puxada principalmente pela arrecadação de impostos sobre bens e serviços.

O principal destaque foi o Imposto sobre Serviços (ISS), que apresentou aumento de 0,02 ponto percentual do PIB. Segundo a STN, o resultado acompanha o desempenho do setor de serviços, que registrou crescimento de 2,9% no período, conforme dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS-IBGE).

Além disso, impostos sobre a propriedade, como o IPTU, também apresentaram elevação, ainda que em menor magnitude, enquanto outros componentes permaneceram estáveis.

Predominância da estrutura tributária

Em 2025, os impostos corresponderam a 25,68% do PIB dentro da carga tributária total, enquanto as contribuições sociais representaram 6,72. Segundo a STN, os impostos sobre bens e serviços continuam sendo a principal fonte de arrecadação, junto com os 13,78% do PIB.

Já os impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital representaram 9,16% do PIB, enquanto os tributos sobre a propriedade corresponderam a 1,73%. As contribuições para o RGPS responderam por 5,40% do PIB, sendo o principal componente das contribuições sociais.

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