O Instituto Veritá divulgou na última quinta-feira (09), uma pesquisa sobre intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026, em que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera o cenário testado para 1º turno.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece no levantamento com 35,9% das intenções de voto. Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupa a 2ª colocação, com 33,2% dos votos. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos.
A pesquisa ouviu 40.500 pessoas em todo o país durante os dias 13 de março e 4 de abril de 2026. O método utilizado foi unidade automatizada de respostas. O intervalo de confiança é de 95%. As informações são do Poder360.
Outros candidatos “sem chances” de segundo turno
O estudo mostra que o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), aparece na 3ª posição, caindo para 3% nas intenções de voto. No entanto, ele desistiu recentemente da candidatura, logo antes de anunciar quem seria o candidato do PSD pelas eleições de 2026.
O empresário Pablo Marçal (União Brasil) marca 2,1% das intenções, mesmo estando inelegível até 2032 após o processo eleitoral que passou à Prefeitura de São Paulo em 2024.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), nome escolhido pelo partido à disputa presidencial em 30 de março, possui 1,9% das intenções. Enquanto o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), registra 1,8% — ele também é cotado para fazer parte da chapa de Flávio Bolsonaro como vice-presidente.
O líder do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão), também tem 1,8%. Por fim, o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) marca 0,4% registros de intenção de voto.
Candidato Partido Intenção de voto (%) Flávio Bolsonaro PL 35,9 Lula PT 33,2 Ratinho Júnior PSD 3,0 Pablo Marçal União Brasil 2,1 Ronaldo Caiado PSD 1,9 Renan Santos Missão 1,8 Romeu Zema Novo 1,8 Aldo Rebelo DC 0,4 Não sabe / Branco / Nulo – 20,0Terceira via é possibilidade?
Até o momento, as eleições já estão altamente polarizadas entre Flávio e Lula, sobrando pouco espaço para outras vias.
Conforme apontado pelo colunista do O Brasilianista, Cristiano Noronha, o atual governo se encontra preocupado com a queda de favoritismo do presidente Lula diante de conflitos públicos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal com o caso do Banco Master, assim como a forte pressão pública sobre o seu filho, Lulinha, que passou a ser investigado por suspeita de envolvimento com os golpes do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Nos últimos resultados, a rejeição do petista alcançou 56%.
Ana Prestes, analista internacional e Doutora em Ciência Política e História, acredita ser muito improvável que até outubro surja uma terceira via com qualquer viabilidade eleitoral.
“Precisariam acontecer fatores muito inesperados, como tragédias que são imprevisíveis ou alguma coisa do gênero para que em 6 meses esse formato polarizado de disputa eleitoral fosse modificado, dando passagem para algum projeto terceira via que pudesse ser considerado pela população”, avalia.
Ela reforça que isso não é um movimento único do Brasil: isso tem se repetido nos outros países da América do Sul e da América Latina que cercam o país.

