O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (PSDB-MG), avalia se vai lançar sua candidatura ao Senado Federal este ano. Porém, de acordo com a Arko, ele está à espera de que o cenário eleitoral em Minas Gerais clareie um pouco mais em relação aos possíveis candidatos ao governo.
Seu plano principal do tucano é concorrer à Casa Legislativa no palanque a ser montado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB) e que terá o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Interlocutores afirmam que a conversa entre Aécio e Pacheco é quase diária, sendo que Pacheco comunicou a Lula ter se encontrado com Aécio na véspera da ida de Lula a Minas Gerais, quando o presidente o chamou para acompanhá-lo em anúncios na Zona da Mata mineira, destruída pelas fortes chuvas que provocaram a morte de 72 pessoas.
No entanto, Pacheco, que era um dos principais nomes cotados ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda não lançou oficialmente seu nome ao governo, apesar de sua filiação ao PSB. Ainda assim, o palanque é considerado definido por Lula que conta que terá no estado uma chapa para apoiar sua candidatura.
Ainda de acordo com a Arko, o nome do PT para a chapa é o de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, como candidata ao Senado. Aécio, nesse caso, ficaria com a segunda vaga na disputa.
A aproximação entre Aécio e Pacheco é incentivado por vários setores da política, inclusive do PT. Na semana passada, o presidente do partido, Edinho Silva, se encontrou com Aécio em Belo Horizonte para uma conversa sobre cenário político.
Para o presidente do PSDB, não há problemas em estar no apoio a Pacheco, junto com o PT, mas ele quer apoiar outro candidato à Presidência. Ele ainda não tem um nome para a disputa à Presidência e espera o surgimento de um candidato “mais ao centro”.
Hoje, em Minas Gerais, entre os possíveis candidatos ao governo, Pacheco é o político mais próximo do tucano. Rodrigo Pacheco se elegeu senador com o apoio do PSDB e participou tanto dos governos de Aécio quanto do seu sucessor, Antônio Anastasia, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Pacheco é estratégia de Lula para Minas Gerais
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) aparecia no ano passado entre os nomes mais cotados para substituir o ministro do STF Luís Roberto Barroso. O parlamentar é ex-presidente do Senado e aliado próximo de ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, por exemplo.
Uma provável indicação de Pacheco agradaria a setores do Judiciário e do Legislativo. Porém, a indicação de Lula foi para o Advogado-Geral da União, Jorge Messias.
Mesmo em disputa com o Senado para a sabatina de Messias, o presidente argumentou entre os parlamentares que, focando nas estratégias para as eleições de 2026, ele já analisava apoiar o senador como candidato ao governo de Minas Gerais.

