O Banco Central anunciou um endurecimento nas regras de captação com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), exigindo que instituições financeiras lastreiem essas operações em ativos de maior qualidade. A medida busca reduzir riscos e distorções no sistema, especialmente após os desdobramentos da crise envolvendo o Banco Master, segundo a Folha. Caso a captação supere os ativos elegíveis, o excedente deverá ser direcionado a títulos públicos federais.
Na mesma linha, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou um pacote mais amplo para reforçar a segurança do sistema financeiro, incluindo novas exigências de liquidez e limites ao uso do FGC, conforme destacou O Globo. As iniciativas refletem a preocupação das autoridades em evitar contaminações no mercado.
No campo fiscal, o governo federal pretende usar receitas extraordinárias geradas pela alta do petróleo, impulsionada pelo cenário internacional, para reduzir impostos sobre gasolina e etanol. A proposta, que depende de aval do Congresso, prevê compensar a perda de arrecadação com ganhos vindos de royalties, tributos sobre petroleiras e exportações, de acordo com a Folha.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a alternativa foi escolhida por ser mais eficaz para conter a alta nos preços dos combustíveis, ainda que exija flexibilização das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, como ressaltou o Estadão.
6×1
No Legislativo, avança a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Após passar por uma etapa inicial, deputados agora disputam espaço na comissão especial que analisará o mérito da medida. O presidente da Câmara, Hugo Motta, pretende instalar o colegiado nos próximos dias, com debates previstos sobre transição e compensações, segundo o Estadão.
A crise envolvendo o Banco Master continua gerando efeitos. No Distrito Federal, a Justiça suspendeu o uso de bens públicos para socorrer o Banco de Brasília (BRB), que enfrenta um rombo bilionário associado à aquisição de ativos problemáticos, informou O Globo. Paralelamente, uma operação da Polícia Federal em São Paulo investiga possíveis irregularidades em investimentos feitos com recursos de previdência municipal ligados ao banco, de acordo com o Valor.
Entre as estatais, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo do ano anterior, em meio à queda de receitas. A empresa tenta reverter o cenário com um plano de reestruturação atrelado a um empréstimo bilionário, segundo a Folha.
No Judiciário, o Supremo Tribunal Federal determinou que o CMN realize estudos anuais para revisar o chamado “mínimo existencial”, hoje fixado em R$ 600, garantindo a proteção da renda básica de consumidores endividados, conforme O Globo.
Já no campo das privatizações, Minas Gerais avançou no processo de venda da Copasa. O governo estadual publicou regras para selecionar um investidor estratégico que deverá adquirir cerca de 30% da companhia, com exigências robustas de capacidade financeira e compromisso de longo prazo, informou a Folha.
Por fim, o governo federal descartou a criação de uma estatal para explorar minerais críticos. A decisão levou em conta entraves legais e o risco de desgaste político no Congresso, especialmente em um cenário pré-eleitoral, segundo O Globo.

