Publicidade
Economia

Copom reduz Selic para 14,50% ao ano e indica cautela nos próximos passos

Novo movimento nos juros básicos ocorre após análise de preços, atividade interna e cenário global

Copom reduz Selic para 14,50% ao ano e indica cautela nos próximos passos

O Comitê de Política Monetária anunciou nesta quarta-feira (29) a redução da taxa básica de juros para 14,50% ao ano, após corte de 0,25 ponto percentual definido ao fim da reunião iniciada na última terça-feira (28). A taxa Selic anterior era de 14,75% ao ano.

Publicidade

A decisão já era aguardada por parte do mercado financeiro, que acompanhava sinais do Banco Central sobre a continuidade do ciclo de afrouxamento monetário. Segundo a Revista Exame, contratos usados como termômetro de expectativas apontavam maior chance de diminuição de 0,25 ponto percentual.

A mudança ocorre em meio ao acompanhamento de inflação, câmbio, atividade econômica e incertezas no cenário internacional.

O que muda com a nova taxa?

A Selic é a principal taxa de juros do país e influencia empréstimos, financiamentos, cartões de crédito e rendimento de diversas aplicações financeiras.

Com a redução para 14,50%, a tendência inicial é de alívio gradual no custo do crédito, embora o repasse ao consumidor dependa das políticas adotadas pelos bancos e das condições de mercado.

Também pode haver impacto em investimentos de renda fixa atrelados aos juros, além de mudanças nas estratégias de empresas que dependem de financiamento para expansão.

Conforme explicado pelo O Brasilianista, a Selic serve como base para outras taxas relevantes da economia e interfere diretamente nas decisões de consumo e investimento.

Como foi tomada a decisão?

O Copom se reúne em encontros de dois dias realizados a cada 45 dias. No primeiro momento, diretores e equipes técnicas analisam indicadores econômicos e o ambiente externo. Na etapa final, os integrantes votam o novo nível dos juros.

Ainda de acordo com O Brasilianista, todos os diretores presentes participam da votação, e o resultado é divulgado no mesmo dia por meio de comunicado oficial. Depois, a ata detalhada costuma ser publicada em até quatro dias úteis. Essa reunião corresponde à terceira rodada de decisões do calendário de 2026.

Nos últimos meses, o BC vinha adotando discurso de cuidado diante das expectativas de inflação acima da meta e das incertezas externas. Por isso, além do percentual anunciado, o mercado acompanha a linguagem usada no comunicado desta quarta-feira.

O comportamento dos preços, do câmbio e da economia global seguirá no radar para os próximos encontros.

Quando serão as próximas reuniões?

Após a decisão desta quarta-feira, o calendário do Copom prevê novas reuniões em junho, agosto, setembro, novembro e dezembro. Até lá, economistas e investidores devem recalcular projeções para inflação, crescimento e juros futuros com base no novo patamar anunciado hoje.

Na reunião anterior, o Banco Central informou que o ambiente internacional exigia atenção maior por causa de tensões geopolíticas e efeitos sobre mercados e commodities. No cenário doméstico, o comitê também acompanha dados de atividade econômica e mercado de trabalho. Nos últimos comunicados, a autoridade monetária indicou que segue monitorando a evolução desses indicadores antes de definir novos passos.

Além do resultado, agentes do mercado aguardam a publicação da ata da reunião, documento em que o Banco Central detalha a avaliação dos diretores e os motivos que levaram à decisão anunciada.

Siga O Brasilianista