Antonio Rueda construiu a carreira política nos bastidores de Brasília antes de assumir protagonismo nacional no União Brasil. Advogado especializado em direito tributário, ele ganhou espaço dentro da legenda após atuar em articulações partidárias e ampliar relações com lideranças políticas de diferentes partidos.
Rueda passou a ser visto como um dos principais articuladores do União Brasil nos últimos anos. O dirigente também participou de encontros e viagens ao lado de nomes importantes da política nacional, como Arthur Lira, Ciro Nogueira, Valdemar Costa Neto e Marcos Pereira.
Antes de ocupar a presidência do partido, ele teve participação no crescimento do antigo PSL durante as eleições de 2018. Naquele período, a legenda ampliou a bancada no Congresso Nacional após a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República.
Além da atuação política, Rueda, fundou um escritório de advocacia juntamente com sua irmã, Maria Emília Rueda. A banca é especializada em direito tributário e expandiu a atuação ao longo dos anos com uso de tecnologia voltada para análise jurídica.
Conflitos internos marcaram trajetória no partido
A trajetória de Rueda no União Brasil também foi marcada por disputas internas e embates com integrantes da própria legenda. O principal conflito ocorreu com Luciano Bivar, antigo aliado político que se tornou adversário após divergências sobre o comando nacional do partido.
Além do conflito com Bivar, integrantes da bancada do Rio de Janeiro acusaram Rueda de negociar cargos e indicações políticas sem consultar parlamentares do estado. O dirigente negou as acusações e atribuiu a crise a disputas regionais dentro da legenda.
Outro episódio envolvendo o nome do presidente do partido ocorreu no Acre. A disputa entre o irmão dele, Fábio Rueda, e o senador Alan Rick por influência no diretório estadual provocou ameaças de desfiliação e aumentou o desgaste interno.
Incêndio em casas da família teve investigação criminal
O nome de Antonio Rueda também tomou conta dos noticiários após o incêndio que atingiu duas casas da família em Pernambuco. Os imóveis pertenciam ao dirigente e à irmã dele, Maria Emília Rueda, tesoureira nacional do União Brasil.
De acordo com o G1, o inquérito da Polícia Civil concluiu que o incêndio foi criminoso e planejado. A investigação apontou que o fogo começou de maneira coordenada nas duas residências, localizadas na praia de Toquinho, em Ipojuca, no litoral sul pernambucano.
A polícia identificou quatro pessoas envolvidas na execução do crime. Entre os indiciados estavam funcionários ligados à segurança e trabalhadores com acesso às residências da família. O relatório também apontou que uma das casas foi aberta sem sinais de arrombamento, o que levantou suspeitas sobre uso de chaves para entrada no imóvel.
Os investigadores utilizaram quebras de sigilo telefônico, análise de antenas de celular, perícias em aparelhos eletrônicos e imagens para reconstruir a movimentação dos suspeitos no dia do incêndio. Apesar das conclusões sobre a execução do ataque, a polícia informou que não encontrou elementos suficientes para apontar quem teria ordenado o crime.
Na época do incêndio, Antonio Rueda divulgou nota afirmando que não descartava motivação político-partidária para o episódio. Em comunicado publicado após o caso, ele declarou: “Antonio de Rueda e Maria Emília de Rueda confiam na minuciosa apuração dos fatos e afirmam que não irão se intimidar diante de qualquer ameaça”, conforme publicou a Revista Veja.

