A investigação da Polícia Federal (PF) que embasou a busca e apreensão na casa de Cláudio Castro mostrou que o ex-governador do Rio de Janeiro usou o cargo para ajudar Ricardo Magro, dono do grupo Refit, a não pagar impostos.
Um dos atos de Castro, segundo a PF, foi a sanção da Lei Complementar 225/2025, apelidada de Lei Ricardo Magro por ter sido desenhada sob medida para os interesses do grupo. A norma definiu condições de parcelamento de créditos tributários que permitiram à Refitlidar com uma dívida fiscal que totaliza R$ 52 bilhões.
Desse montante, R$ 49 bilhões são devidos somente pela antiga Refinaria de Manguinhos, enquanto o resto é dfistribuído entre as outras empresas do grupo. A investigação sugere que a legislação de Castro foi o instrumento jurídico que permitiu a manutenção desse cenário de inadimplência bilionária.
Ainda de acordo com a PF, Castro aparelhou setores estratégicos do governo do RJ para ajudar Magro. A Polícia Federal cita como exemplo desse aparelhamento a noemação de Juliano Pasqual como Secretário de Fazenda. A escolha, diz a Polícia Federal, foi motivada pelo “alinhamento de interesses” com o dono da Refit.
O ex-governador do RJ também é acusado de interferir na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) em prol de Magro. Segundo os autos, Castro teria substituído o procurador Bruno Teixeira Dubeux, por este não se curvar aos interesses da Refit, pelo procurador Renan Miguel Saad, que garantiu parecer favorável à volta do funcionamento da refinaria, que havia sido interditada por irregularidades.
O relatório da PF destaca ainda uma viagem oficial de Castro a Nova York, onde o então governador fluminense participou de eventos e jantares patrocinados pela Refit, inclusive sentando-se à mesa ao lado do próprio Ricardo Magro.
O Brasilianista permanece aberto para receber manifestações, posicionamentos ou esclarecimentos de todos os citados nesta reportagem. Caso queiram se pronunciar sobre o tema, os canais da redação estão à disposição.

