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A noite de 24 de junho não foi das melhores na casa de Jair e Michelle Bolsonaro

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A noite de 24 de junho não foi das melhores na casa de Jair e Michelle Bolsonaro. Ambos foram dormir sem conversar porque o ex-presidente ficou chateado com as falas da ex-primeira-dama no vídeo publicado pouco antes do jogo entre Brasil e Escócia, pela fase de grupos da Copa Mundo de 2026.

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Na manhã de 25 de junho, Jair Bolsonaro se manteve silente e não quis tomar café da manhã com Michelle. O ex-presidente ficou chateado com Michelle por não saber da gravação nem da divulgação do vídeo em que sua esposa acusa seu filho mais velho, Flávio, de não respeitá-la e de não ouvir os conselhos políticos da madrasta.

O silêncio de Jair Bolsonaro tornou-se mais um ingrediente para estragar a relação dele com Michelle. Fontes próximas ao casal dizem que a união enfrenta problemas há um bom tempo. Vale lembrar da discussão entre o ex-presidente e a ex-primeira-dama no desfile de 7 em Setembro de 2022, durante a campanha presidencial.

Não apoia o Flávio

Integrantes do Partido Liberal (PL) de Valdemar Costa Neto e do PP de Arthur Lira e Ciro Nogueira tem recebido recados, para não apoiarem a campanha de Flávio Bolsonaro a presidente. As mensagens são bem diretas: quem apoiar o pré-candidato terá seus esquemas expostos.

Valdemar Costa Neto foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) na sexta-feira (11). A decisão de Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação de busca e apreensão também determinou o bloqueio de quase R$ 120 milhões do presidente do PL. O valor é o mesmo das emendas supostamente indicadas pelo dono do PL mesmo sem ele ter mandato.

No domingo (13), Eduardo Cunha, do Republicanos, foi alvo da PF pelos mesmos motivos que levaram os policiais até endereços de Valdemar Costa Neto. Cunha é acusado de influenciar o destino de quase de R$ 6,2 milhões em emendas parlamentares. Os dois ex-deputados federais foram condenados pelo STF nos últimos anos e apoiam a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Outros aliados de Flávio que também já receberam uma visita da PF foram Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar, ambos do União Brasil de Antônio Rueda — citado no Caso Master. O ex-governador do Rio de Janeiro é investigado por ter ajudado as fraudes do Banco Master no estado e o ex-presidente da Assembleia Legislativa fluminense (Alerj) é acusado de ajudar o crime organizado no RJ.

O tempo eleitoral do tarifaço

Fontes brasileiras com ótimo trânsito no Partido Republicano dos EUA afirmam que o tarifaço só deve ser efetivamente aplicado sobre o Brasil após as eleições legislativas norte-americanas, em novembro deste ano. O “atraso” proposital nas sanções considera os efeitos das tarifas na economia dos Estados Unidos da América, que consequentemente influenciarão os eleitores.

O governo brasileiro já considera o tarifaço uma realidade. Os EUA querem punir o Brasil porque as Big Techs foram limitadas pelo STF, porque Mastercard e Visa perderam receita em solo brasileiro desde que o Pix passou a ser usado em massa e porque Trump, ao colocar o Brasil como inimigo, inflama sua base eleitoral, que odeia a Esquerda, espectro ideológico onde está o PT.

Aminimigos

Donald Trump e Lula nunca puderam ser considerados aliados, apesar dos momentos em que houve convergência mínima entre os presidentes de EUA e Brasil, respectivamente. Porém, as Forças Armadas brasileiras foram informadas previamente sobre a operação dos norte-americanos na Venezuela, em 3 de janeiro deste ano, para capturar o ditador Nicolás Maduro.

As tropas brasileiras enviadas para a fronteira entre Rorairama e Venezuela também estava preparada para dar apoio logístico a tropas dos EUA caso fosse necessário. A relação entre militares brasileiros e norte-americanos é antiga e já fizeram diversos exercícios conjunto. Além disso, o Brasil é parceiro estratégico da Otan, liderada pelos Estados Unidos da América.