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Justiça

Ainda não há culpados nem respostas pela contaminação de águas em Salvador

Quase três meses depois de manchas coloridas se espalharem pela orla de São Tomé de Paripe, famílias seguem desamparadas

Entenda o motivo de a Gerdau ter sido multada em R$ 50 milhões

Cerca de 800 famílias que foram impactadas por uma contaminação na orla de São Tomé de Paripe, no subúrbio de Salvador, ainda não têm resposta definitiva sobre as causas ou quem foram os responsáveis.

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O BNews noticiou que as manchas nas cores azul e amarelo seguem dando prejuízo para quem depende do mar para sobreviver, mesmo depois de quase três meses da contaminação.

O vazamento afetou diretamente pescadores, marisqueiras, barraqueiros e moradores da região. A Polícia Federal (PF) passou a investigar o problema e análises preliminares entendem que pode ter ocorrido com substâncias como cobre, manipuladas no local durante operações anteriores do Terminal Itapuã.

A Gerdau, antiga controladora do terminal, divulgou um pronunciamento ao BNews em que não reconhece responsabilidade pelo caso.

A empresa afirmou que “nenhuma análise técnica realizada foi conclusiva quanto às reais causas” da contaminação.

O terminal foi vendido em 2022 para a Intermarítima, com transferência da licença ambiental aprovada pelos órgãos reguladores. Dessa forma, a Gerdau explicou que a “operação no local está sob responsabilidade única e exclusiva da nova operadora”.

A Gerdau refuta ainda a tese de que há conclusões de que as manchas atuais configuram passivo histórico. Isso porque a substância do vazamento parece ser recente, visto a presença de Nitrogênio Amoniacal nas áreas afetadas.

Esse composto, em geral, de acordo com o pronunciamento da mineradora, é muito associado a “fontes recentes de contaminação”. Dessa forma, não poderia acarretar responsabilidade à Gerdau.

No pronunciamento, a empresa também comentou que antes da venda, foram realizados estudos ambientais e intervenções na área, com todos os relatórios apresentados à compradora e ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Esse processo teria seguido “integralmente” a legislação ambiental, incluindo a Resolução nº 420/2009 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), o que viabilizou a transferência da licença.

Por fim, também alegou que nunca houve contaminação ou vazamento desse tamanho em mais de 30 anos de operação no terminal.

MP-BA busca medidas de indenização às famílias afetadas

Sem um responsável direto ainda, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu tratativas para tentar viabilizar um acordo que garanta reparação às famílias afetadas. O uso da região é essencial para alguns tipos de trabalho.

A Gerdau confirmou ao BNews que recebeu uma proposta inicial do órgão para ajudar com a indenização. A empresa enviou uma contraproposta no último dia 8 de maio.

A empresa não reconhece responsabilidade do vazamento na orla de São Tomé de Paripe, mas afirmou ainda que se colocou à disposição para contribuir com medidas de apoio.

Segundo a companhia, essa iniciativa ocorre “por liberalidade e sem assunção de qualquer responsabilidade”, incluindo possível participação em custos de investigação e auxílio à comunidade.

Gerdau é empresa em destaque no Brasil

O Brasilianista mostrou que um estudo do Bank of America fez um paralelo das “Sete Magníficas brasileiras”, sobre as companhias de maior impacto para a bolsa de valores do Brasil.

Para além das companhias em expansão, o BofA também selecionou aquelas que se mantiveram maduras, líderes nos respectivos setores, com geração de caixa e negociadas a múltiplos baixos: as Sete Inesquecíveis, em que a Gerdau participa.

Junto dela, Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), JBS (JBSS32), Banco do Brasil (BBAS3), Ambev (ABEV3) e Bradesco (BBDC4) também se destacam.

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