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Política

As estratégias que podem ajudar Michelle Bolsonaro a crescer como possível candidata à Presidência

Mesmo representando o nome do marido, ela pode oferecer um bolsonarismo “moderado”

As estratégias que podem ajudar Michelle Bolsonaro a crescer como possível candidata à Presidência

A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, vem se tornando cada vez mais cotada para uma possível candidatura à Presidência em 2026, enquanto a crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro impacta negativamente a campanha do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Por enquanto, a orientação no entorno de Michelle é acompanhar os próximos desdobramentos antes de consolidar qualquer mudança de rota eleitoral. Ela também se beneficia ao se manter fora dos assuntos polêmicos envolvendo o clã.

Nesta semana, ela participou de evento em que afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por condenar Jair Bolsonaro, seria um “irmão em Cristo” após permitir que um cabeleireiro cortasse o cabelo do marido, que está em prisão domiciliar. Para muitos, ela pode constituir uma versão do bolsonarismo mais “moderada”.

Outro ponto positivo para emplacar o nome de Michelle nas eleições seria o fato de não ter se pronunciado muitas vezes ao longo do governo do marido. Isso a manteve fora de polêmicas que impactam os discursos de Flávio e Eduardo Bolsonaro, por exemplo.

O Centrão e o mercado financeiro, por sua vez, consideram um movimento diferente: Michelle como vice e Tereza Cristina como presidente. Emplacar essa chapa seria algo histórico no Brasil, que nunca teve uma chapa presidencial formada somente por mulheres.

Chapa feminina com Michelle Bolsonaro

A tentativa é estudada após o o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentar uma crise eleitoral após a divulgação de mensagens que comprovam transações financeiras realizadas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para Flávio, com o objetivo de financiar um filme biográfico de seu pai.

Para Mariana Carvalho, sócia-fundadora do escritório Mariana Carvalho Advogados, em entrevista a esta matéria do O Brasilianista, o impacto de uma chapa feminina no Brasil seria principalmente político e comunicacional. Essa combinação em específico poderia causar verdadeira dor de cabeça ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição.

Michelle Bolsonaro possui nome potente na disputa, pois, além de ser uma representação do clã Bolsonaro, ela é politicamente relevante dentro do campo conservador e atua como uma das principais representantes da pauta bolsonarista.

Ademais, segundo a especialista, sua força eleitoral decorre não apenas da associação com o ex-presidente, mas também da construção de uma imagem própria ligada ao eleitorado evangélico, conservador e feminino.

“Do ponto de vista eleitoral, Michelle possui potencial de transferência de capital político, forte capacidade de mobilização digital e bom desempenho em segmentos específicos do eleitorado. Entretanto, eventual candidatura dependeria de fatores jurídicos e estratégicos, especialmente diante do cenário de inelegibilidade de Jair Bolsonaro e das articulações partidárias para 2026”, afirmou Carvalho.

Ainda assim, especialistas destacaram para esta reportagem do O Brasilianista que qualquer representante do bolsonarismo ainda seria fraco perto de Jair Bolsonaro. Isso porque há uma certa dependência do ex-presidente para manter a ideia dessa política. No entanto, em um futuro breve, novas figuras importantes da direita, eventualmente poderão romper com a família para seguir sua vida própria. Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Otoni de Paula são nomes sugeridos para “quebrar” a bolha bolsonarista.

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