O ex-ministro Aldo Rebelo questionou o anúncio da pré-candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, pelo Democracia Cristã (DC). Em entrevista ao TMC News nesta segunda-feira (25), ele indagou se o próprio ex-magistrado saberia da campanha.
O ministro aposentado do Supremo foi anunciado pelo presidente nacional do DC, João Caldas.
“O presidente do DC (João Caldas) anunciou um convite ao ex-ministro Joaquim Barbosa, mas o próprio Joaquim Barbosa não se manifestou sobre esse convite. Eu o conheço porque já frequentamos a mesma legenda no PSB, que também fez um convite na época (2018), que ele declinou poucos dias depois sem dar nenhuma satisfação ao partido. Então ninguém sabe se o Joaquim Barbosa está no Brasil ou vive lá nos Estados Unidos. Não se manifestou sobre isso”, comentou Rebelo.
Parte do seu questionamento surge visto que, em 2018, Barbosa anunciou que não disputaria as eleições para presidente da República, pelo PSB, ao qual se filiou naquele ano. O anúncio foi feito por mensagem no antigo Twitter (atualmente X).
Na época, ele publicou: “Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal”.
No entanto, BNews Alagoas mostrou que cerca de seis meses antes das eleições em 2018, Barbosa aparecia com 10% das intenções de voto, mesmo lançar candidatura. O número surpreendeu analistas e até membros da própria legenda. As pesquisas colocavam Barborsa atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de Jair Bolsonaro (PSL) e de Marina Silva (Rede).
Devido a esse silêncio, Rebelo confirmou que seguirá com sua pré-candidatura à presidência da República, pelo partido Democracia Cristã.
“A pré-candidatura que existe até o momento é a minha. E se houver qualquer obstáculo a que ela possa ir à convenção partidária, o caminho é a judicialização”, afirmou.
O que dizem as pesquisas atualmente?
Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (25) mostrou um cenário ainda polarizado para as eleições presidenciais de 2026, mas com sinais de desgaste para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o caso “Dark Horse”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está na frente e aparece com 47% das intenções de voto em um cenário de eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que soma 43% na disputa. Ainda que Lula tenha avançado nas pesquisas, a disputa segue como empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
No primeiro turno, Lula aparece com 40% a 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro varia entre 35% e 38%, dependendo do cenário testado.
Enquanto isso, os nomes ligados à chamada terceira via continuam com desempenho limitado. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e outros pré-candidatos aparecem abaixo dos dois dígitos nas simulações.
Outro ponto do levantamento se mostra relevante: entre os entrevistados, 18% afirmaram preferir uma terceira via na disputa presidencial.
O levantamento BTG/Nexus ouviu 2.045 eleitores entre os dias 22 e 24 de maio, em todos os estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa tem o registro BR-04193/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

