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Política

Banco Master: Zema é criticado por aumentar endividamento de servidores

A Lei foi regulamentada em um decreto do ex-governador, publicado em 2022

Banco Master: Zema é criticado por aumentar endividamento de servidores

Segundo informações da denúncia realizada pela deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG) à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ex-governador do estado, teria alterado uma lei e emitiu um decreto para o aumento do endividamento de servidores públicos antes de firmar sua parceria com o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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O intuito seria o de oferecer o CredCesta, cartão de crédito consignado da instituição, pela qual tinha Carlos “Ratinho” Massa, apresentador do SBT, como o garoto-propaganda. A Lei foi regulamentada em um decreto do ex-governador que foi publicado no dia 22 de fevereiro de 2022, no Diário Oficial, data pela qual Zema já previa a sua candidatura à reeleição.

Cobranças indevidas

A deputada afirma que o esquema foi detectado logo após o recebimento de uma série de denúncias por parte dos servidores que estariam recebendo as cobranças indevidas sobre o CredCesta depois da liquidação do Banco Master, que foi concluída pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025, após um dia da prisão de Vorcaro.

“Nós conseguimos perceber que, de fato, Vorcaro foi beneficiado por uma lei sancionada pelo Governo Zema e um regulamento depois feito que aumentou a margem de consignável do servidor público em mais 10%, mas desde que fosse feito por cartão. E, nesse momento, casado com a apresentação do Banco Master e do CrediCesta como alternativa para crédito aos servidores. Ou seja, uma abertura direcionada para beneficiar um banco que como vimos tem vários problemas de corrupção. Não é estranho nesse sentido que o Partido Novo e o próprio Zema tenham recebido R$ 1 milhão da família Vorcaro”, disse a deputada Bella Gonçalves.

O decreto de regulamentação e a alteração na Lei, pela qual houve um aumento para 50% o índice de comprometimento dos salários dos servidores “exclusivamente a cartão benefício consignado”, foram assinados pelo ex-governador de Minas Gerais durante a disputa de sua reeleição de 2022, momento pelo qual o partido Novo recebeu R$ 1 milhão em doação de Henrique Moura Vorcaro, o pai de Daniel Vorcaro, pelo qual foi preso no dia 14 de maio por comandar a milícia “A Turma” na organização criminosa de seu filho, que já estava cumprindo prisão em Brasília. As informações são do BNews.

Romeu Zema e denúncia da PGR

Como noticiado anteriormente pelo O Brasilianista, Romeu Zema nasceu em outubro de 1964, é pai de dois filhos e formado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Já trabalhou como analista de marketing, comprador, analista comercial, balconista, frentista, vendedor, caixa e estoquista.

Além disso, na sexta-feira (15), Paulo Gonet, procurador-geral da República apresentou uma denúncia contra o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República. Gonet acusa Zema de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. O material que foi analisado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) consiste em um vídeo de uma séria chamada de “Os Intocáveis”, onde o mesmo realiza críticas ao STF através de bonecos, com uma estética mais sarcástica.

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