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Política

Ex-ministro de Jair Bolsonaro comenta sobre o caso de Flávio: “Fez tudo sem dolo”

O parlamentar ainda defendeu a criação da CPI do Banco Master

Ex-ministro de Jair Bolsonaro comenta sobre o caso de Flávio: “Fez tudo sem dolo”

Nas últimas semanas, a polêmica envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, tomou conta do atual cenário eleitoral. Diante dos desdobramentos, os políticos e eleitores que apoiam o senador tentam defendê-lo, mesmo com diversas críticas do lado oposto do eleitorado.

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Aliado a isso, faltando pouco menos de cinco meses para as eleições de 2026, a expetativa dos outros pré-candidatos é de que seus nomes ganhem ainda mais força diante de uma possível queda das intenções de voto do senador. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o principal nome da oposição que aparece com vantagens após o caso, os demais correm como uma possível terceira via.

Eduardo Pazuello fala sobre o caso

Na última terça-feira (26), o deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), que já foi ministro da Saúde do Brasil durante a crise do oxigênio no Amazonas, ocorrida em janeiro de 2021, e também durante os problemas de logística do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista do BNews, Henrique Brinco, e, ao ser perguntado sobre o impacto do caso de Flávio Bolsonaro, o deputado saiu em defesa do senador, deixando claro também que é a favor da criação da CPI do Banco Master.

“A única coisa que nós precisamos é de uma CPI do Banco Master. Sem a CPI do Banco Master, nós não temos garantia de nada. Eu não tenho dúvida de que o Flávio Bolsonaro fez tudo sem dolo, sem intenção de fazer nada errado. Isso precisa ficar claro também na CPI. Todos devem ser investigados e nós entendermos quem errou e quem não errou. Isso vai definir a eleição de 2026”, afirmou Pazuello.

O bolsonarismo perdeu forças?

Como noticiado anteriormente por O Brasilianista, surge uma narrativa de que o bolsonarismo tenha perdido suas forças com as investigações que acontecem com Flávio Bolsonaro. Para esclarecer essas questões Luiz Renato Ribeiro Ferreira, sociólogo, mestre em Ciência Política e especialista em Gestão e Avaliação de Políticas Públicas pela Universidad de Deusto na Espanha, concedeu uma entrevista exclusiva e falou sobre a representação do bolsonarismo ao longo do tempo.

“Em um passado recente o bolsonarismo foi tratado como uma espécie de categoria política ou categoria de pensamento, que superava o sobrenome da família e se apresentava quase como um Conceito, uma corrente política própria. Entretanto, os últimos movimentos e decisões do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfraqueceram o ‘conceito’ e fortaleceram a ‘genética’, ou seja, aquilo que se apresentava como uma ideia, um conceito, demonstrou ser mais um projeto de poder familiar”, afirma.

Além disso, o especialista fala sobre a existência de uma possível dependência do bolsonarismo em relação a Jair Bolsonaro ou se já é considerada uma força política capaz de manter a influência nas disputas nacionais e no Legislativo, sem que dependa de um candidato que seja do núcleo familiar.

“Está bastante claro que o bolsonarismo ainda depende de Jair Bolsonaro. Porém, em um futuro breve, teremos novas figuras importantes da direita, que eventualmente poderão romper com a família para seguir sua vida própria. Fiquem de olho em Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Otoni de Paula”, completa.

Mudança de candidato

Ainda para O Brasilianista, o sociólogo respondeu se a possível mudança de candidato seria uma solução diante do caso. Para o especialista, “os bolsonaristas responderam de forma positiva ao nome de Flávio” e que, caso os eleitores reconheçam o potencial de um substituto, essa alternativa poderia ser aderida.

“Embora essa migração não seja automática e depender de alguns fatores, se a escolha for bem pensada, se o grupo político estiver pactuado em torno desse nome e, atenção, se Jair Bolsonaro aprovar e apoiar essa eventual alternativa, tudo indica que em alguns meses os eleitores de Flávio migrem naturalmente para essa suposta alternativa. A questão é: estariam os ‘bolsonaros’ dispostos a apoiar um nome que não seja de seu campo, digamos, genético?”, explica o cientista político.

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