Em meio à votação do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional, aprovada na última quarta-feira (27) pela Câmara dos Deputados, o número de setores industriais confiantes aumentou em maio de 2026.
Os empresários mostraram não se preocupar com a medida que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e prevê o fim da escala 6×1, indicando que os setores industriais mais confiantes subiu de um para seis.
É o que mostram os Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) também na quarta-feira (27). O resultado reverte o quadro de pessimismo recorde entre os segmentos observado em abril, quando industriais de 28 dos 29 setores analisados demonstravam falta de confiança — cenário que não se via desde a pandemia de Covid-19.
“Os empresários ainda têm uma avaliação bastante negativa do desempenho das empresas e da economia, enquanto as expectativas para os próximos meses continuam moderadas. Por isso, ainda é cedo para afirmar que o resultado positivo de maio vai se repetir a ponto de reverter o quadro de desconfiança”, avaliou Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, em nota.
O setor mais confiante de maio foi o farmoquímico e farmacêutico, com 56,5 pontos no ICEI. Nesse índice, os pontos variam de 0 a 100. Quanto mais acima de 50 pontos um setor estiver, ele é considerado relevante para a área.
➕ Setores mais confiantes
Farmoquímicos e farmacêuticos 56,5 Veículos automotores 52,2 Produtos diversos 51,5 Bebidas 51,4➖ Setores menos confiantes
Manutenção e reparação 41,3 Couros e artefatos de couro 42,0 Metalurgia 43,7 Vestuário e acessórios 44,0A edição de maio do ICEI Setorial consultou 1.675 empresas — 687 pequenas, 602 médias e 386 grandes — entre 4 e 13 de maio de 2026. O de farmoquímas e tsetor mais confiante de maio foi o farmoquímico e farmacêutico
Otimismo sobe no Nordeste do Brasil
O ICEI da região Nordeste foi aquele que mais aumentou no período, 2,6 pontos, de 49,3 pontos para 51,9 pontos. No Centro-Oeste, o índice saltou 1,9 ponto, chegando aos 51,7 pontos. Segundo a CNI, os empresários de ambas as regiões passaram de um estado de falta de confiança para um estado de confiança.
Nas regiões Sudeste e Sul, o ICEI também cresceu, diminuindo o pessimismo. Na primeira região, a alta foi de 1,5 ponto, para 47,2 pontos. Já na região mais sul do país subiu 2,2 pontos, alcançando 45,3 pontos. Apesar da melhora, os empresários das duas regiões seguem pessimistas.
A região Norte, por outro lado, foi a única a apresentar queda do indicador. O índice recuou 0,6 ponto, para 45,2 pontos, aprofundando o cenário de falta de confiança.
Empresas por porte
O índice subiu 1,8 ponto entre as grandes indústrias, 1,7 ponto entre as pequenas indústrias e 1,3 ponto entre as médias.
No entanto, o índice de todos os portes permanece abaixo da linha de 50 pontos, apontando falta de confiança.

