O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o ex-presidente Jair Bolsonaro para depor à Polícia Civil do Distrito Federal após a apreensão de uma arma de fogo registrada no nome do ex-chefe do Executivo.
A decisão foi tomada após a apreensão, na última terça-feira (16), de uma pistola Glock calibre 9mm com carregador sobressalente no assoalho de um carro oficial dirigido por um militar ligado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) cedido ao ex-presidente.
A Polícia Civil do DF vai ouvir Bolsonaro na próxima terça-feira (23), às 15h, na casa do ex-presidente.
O despacho ainda menciona que a defesa do ex-presidente já havia sido intimada anteriormente a apresentar informações complementares sobre o acompanhamento de saúde de Bolsonaro durante o período de cumprimento da pena. O Supremo havia determinado que fossem indicados profissionais habilitados para acompanhamento diário de saúde, com qualificação técnica comprovada.
Em resposta, a defesa apresentou o nome de um acompanhante descrito como pessoa de confiança da família, mas sem comprovação de qualquer formação na área da saúde. O pedido foi rejeitado pelo ministro, que reiterou a necessidade de apresentação de profissional qualificado para o acompanhamento noturno do custodiado.
Além disso, a decisão também solicita esclarecimentos sobre a atuação de agentes de segurança cedidos ao ex-presidente em razão de sua condição de ex-chefe de Estado, incluindo informações sobre rotina de escolta e eventual dispensa noturna dessas equipes.
A Polícia Civil do Distrito Federal informou que o inquérito segue em andamento para esclarecer as circunstâncias da apreensão da arma de fogo vinculada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Como parte das diligências, a corporação solicitou sua oitiva, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Na decisão, o magistrado também determinou a comunicação imediata à Polícia Civil e à Procuradoria-Geral da República, além da intimação formal da defesa.
Bolsonaro deverá prestar depoimento presencial no âmbito da investigação, que busca esclarecer a origem do armamento e eventuais responsabilidades relacionadas ao caso durante o período em que cumpre prisão domiciliar.
Eduardo Bolsonaro é citado em investigação do STF
Em outra frente envolvendo a família Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) apura a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro em ações que, segundo as investigações, poderiam influenciar ou pressionar autoridades responsáveis pelo julgamento de processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme mostrou reportagem de O Brasilianista, a apuração busca identificar se houve a tentativa de interferência no andamento de procedimentos judiciais em curso.
O caso tramita separadamente da investigação conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma apreendida na residência do ex-presidente, mas amplia o conjunto de apurações que atualmente envolvem os integrantes da família Bolsonaro.
Ex-ministro entra na mira de investigação
O ex-ministro do Turismo Gilson Machado passou a ser alvo de uma investigação que ganhou repercussão nacional nas últimas semanas. Segundo reportagem publicada por O Brasilianista, as apurações buscam esclarecer sua suposta atuação em fatos relacionados a investigações já em andamento.
O fato chamou a atenção por envolver uma figura próxima ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que ocupou cargos de destaque durante o governo federal. As autoridades responsáveis pelo caso seguem reunindo informações e analisando elementos que possam contribuir para o esclarecimento das ocorrências.

