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Economia

Saiba quais empresas lideram a indústria de defesa brasileira

Autorizações para vendas externas de produtos militares cresceram 29% no primeiro semestre de 2026

Saiba quais empresas lideram a indústria de defesa brasileira

O Brasil autorizou US$ 1,815 bilhão em exportações de produtos de defesa no primeiro semestre de 2026, valor 29% superior aos US$ 1,404 bilhão registrados no mesmo período do ano passado.

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Segundo o Ministério da Defesa, o crescimento é resultado de ações voltadas à promoção comercial da Base Industrial de Defesa (BID), ampliação dos mecanismos de financiamento, regulamentação das exportações entre governos e abertura de novos mercados internacionais.

Atualmente, produtos brasileiros de defesa chegam a 150 países por meio de cerca de 130 empresas exportadoras.

Base industrial reúne fabricantes de diferentes segmentos

O crescimento das exportações ocorre em um momento de fortalecimento da Base Industrial de Defesa, conjunto de empresas responsáveis pelo desenvolvimento e fabricação de equipamentos utilizados pelas Forças Armadas e também comercializados no mercado internacional.

O setor reúne fabricantes de aeronaves, blindados, armamentos, munições, radares, sistemas eletrônicos, equipamentos de comunicação, mísseis e soluções de defesa cibernética.

Parte dessas empresas participa de programas estratégicos do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira, além de fornecer produtos para governos estrangeiros.

De acordo com artigo publicado pelo Ministério da Defesa sobre a Base Industrial de Defesa, a Política Nacional da Base Industrial de Defesa, criada em 2022, busca ampliar a capacidade tecnológica nacional, reduzir a dependência de fornecedores externos e aumentar a competitividade da indústria brasileira.

O catálogo lançado neste ano reúne 154 empresas e 364 produtos, que serão apresentados a governos e compradores internacionais em feiras e missões comerciais.

Quem são as principais empresas

Uma das maiores companhias do setor é a Embraer Defesa & Segurança, responsável pela fabricação do cargueiro militar KC-390 Millennium, do avião de ataque leve A-29 Super Tucano e por sistemas de comando, controle e vigilância.

A empresa também participa da produção nacional do caça supersônico Gripen em parceria com a sueca Saab.

Outra empresa estratégica é a Avibras, fabricante do sistema de foguetes e mísseis ASTROS, considerado um dos principais produtos militares desenvolvidos no país.

A companhia também desenvolveu o míssil de cruzeiro AV-TM 300 e, após passar por recuperação judicial, recebeu novos investimentos para manter as operações.

Na área de mísseis, a SIATT ganhou espaço com o desenvolvimento do MANSUP, míssil antinavio produzido em parceria com a Marinha do Brasil, além do MANSUP-ER e do sistema anticarro MSS 1.2.

A Mac Jee atua no desenvolvimento de foguetes, bombas aéreas e sistemas guiados, além de participar de projetos de propulsão hipersônica.

Entre as fabricantes de armamentos leves, destacam-se a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), uma das maiores produtoras mundiais de munições, e a Taurus, fabricante de pistolas, revólveres e fuzis exportados para dezenas de países.

Também integram a Base Industrial de Defesa empresas como a Ares Aeroespacial e Defesa, responsável por sistemas remotamente controlados para veículos militares; a Iveco Defence Vehicles, fabricante do blindado Guarani; a Kryptus, especializada em criptografia e defesa cibernética; e a Omnisys Engenharia, que desenvolve radares e sistemas eletrônicos utilizados em operações militares.

Investimentos ampliam produção

Como mostrou O Brasilianista, o Projeto de Lei Orçamentária prevê investimentos superiores a R$ 103 bilhões em defesa nacional neste ano.

Entre os principais programas está a aquisição de caças F-39 Gripen, que receberá R$ 2,1 bilhões para garantir novas entregas e ampliar a produção nacional realizada nas instalações da Embraer, em Gavião Peixoto (SP).

Outro movimento recente foi a regulamentação do modelo governo a governo (G2G) para exportação de produtos de defesa.

Conforme informou O Brasilianista, a medida permite que o governo brasileiro atue como garantidor em negociações internacionais, modelo utilizado por países como Estados Unidos, França e Suécia para ampliar a segurança jurídica dos contratos militares.

O Brasilianista, destacou que, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fortalecimento da indústria de defesa diante do cenário geopolítico internacional e afirmou que o país precisa ampliar sua capacidade produtiva para reduzir vulnerabilidades e preservar a autonomia tecnológica.

No Congresso, outra medida voltada ao setor foi a aprovação do projeto que autoriza ampliar em até R$ 3 bilhões os gastos relacionados à defesa nacional entre 2026 e 2030.

Conforme mostrou O Brasilianista, os recursos poderão financiar projetos estratégicos do Ministério da Defesa e iniciativas ligadas ao desenvolvimento da Base Industrial de Defesa.

A modernização também alcança o planejamento das Forças Armadas. De acordo com O Brasilianista, a Força apresentou ao governo um plano que prevê R$ 456 bilhões em investimentos até 2040 para ampliar sistemas antiaéreos, desenvolver novos mísseis, reforçar a defesa contra drones e modernizar veículos blindados e sistemas digitais de comando.

Além dos investimentos internos, o Ministério da Defesa informou que prepara uma missão empresarial para mercados prioritários, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde) e o Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde).

A iniciativa busca ampliar a presença internacional da indústria brasileira, que atualmente exporta aeronaves, blindados, armamentos, munições, explosivos, sistemas eletrônicos e serviços de engenharia para cerca de 150 países.

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