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Justiça

Quem são o secretário e o vereador de Salvador acusados de integrarem organização criminosa?

Polícia Civil cumpre 13 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e 5 contra pessoas jurídicas envolvidas com a prefeitura soteropolitana

Quem são o secretário e o vereador de Salvador acusados de integrarem organização criminosa?

Segundo apurações do portal BNews, uma investigação aponta que uma organização criminosa se infiltrou em empresas e órgãos públicos da capital baiana. Uma ramificação teria sido identificada com influência sobre agentes públicos da Secretaria de Manutenção (Seman) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador.

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O secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Landes, e o vereador George Reis (PP), conhecido como Gordinho da Favela, são os principais alvos da investigação instaurada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apura um suposto esquema de organização criminosa na Prefeitura de Salvador.

O Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil da Bahia, cumpriu nesta segunda-feira (13) pelo menos 13 mandados de busca e apreensão contra pessoas e cinco mandados contra empresas.

Os crimes investigados incluem fraudes em licitações, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) solicitou à Justiça da Bahia a suspensão do exercício de função pública e do mandato eletivo de cinco investigados, além da proibição de contato entre eles. Pelo menos R$ 38 milhões foram bloqueados das contas dos envolvidos.

O Gaeco e o Ministério Público da Bahia também investigam um suposto envolvimento da organização criminosa com empresários e agentes políticos. A empresa G3 Polaris Serviços é um dos alvos da investigação.

A G3 Polaris possui diversos contratos ativos e mantém relações com secretarias e superintendências de Salvador. Segundo informações disponíveis no site oficial da empresa, ela atua tanto no setor público quanto no privado, nas áreas de engenharia, infraestrutura, saneamento e serviços operacionais.

A decisão judicial foi proferida pela juíza Martha Carneiro Terrin e Souza, da 3ª Vara das Garantias de Salvador.

Resposta da Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Salvador informou que cumprirá a determinação judicial e colaborará com as investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). A administração municipal também afirmou que abrirá um procedimento administrativo para apurar se houve dano ao erário em relação aos fatos investigados.

Ação judicial contra a Prefeitura de Salvador

O Brasilianista mostrou anteriormente, com base em apuração do portal BNews, que a Prefeitura de Salvador é alvo de acusações de inadimplência, falhas administrativas e até mesmo de colocar em risco a prestação de serviços públicos.

Um contrato foi firmado entre a locadora de veículos Localiza e a Prefeitura de Salvador em 2023, por meio da Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE).

A empresa alegou inadimplência contratual de R$ 1,6 milhão, além de atrasos no pagamento de outros débitos e erros nas análises das medições de quilometragem dos veículos. Segundo a Localiza, esses fatores levaram à decisão de não renovar o contrato.

Diante da situação, a prefeitura publicou o Decreto Municipal nº 40.503/2025, que determinou a requisição administrativa dos veículos. A Localiza, no entanto, entendeu que a medida representava um abuso de poder.

Em sua defesa, a gestão municipal afirmou que houve distorção dos fatos e omissão de acontecimentos relevantes, sustentando que a Prefeitura de Salvador agiu dentro dos limites da legalidade para evitar um suposto colapso na prestação de serviços essenciais.

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