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Política

Saiba quem é Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro

A escolha de Benedita como pré-candidata ao Senado também provocou debates internos no PT do Rio de Janeiro

Saiba quem é Benedita da Silva, candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) aparece como um dos principais nomes na disputa por uma das duas vagas ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Pesquisa Paraná Pesquisas divulgada em julho aponta a petista na liderança da corrida, com 33% das intenções de voto em um dos cenários estimulados. O levantamento também mostrou uma disputa acirrada pela segunda vaga, com outros nomes da política fluminense aparecendo próximos dentro da margem de erro.

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Aos 84 anos, Benedita. filiada ao Partido dos Trabalhadores desde a fundação da legenda, construiu sua carreira com atuação ligada aos movimentos sociais, defesa das comunidades populares, igualdade racial e políticas públicas voltadas para grupos historicamente vulneráveis.

Da atuação comunitária ao Congresso Nacional

Nascida no Rio de Janeiro, Benedita da Silva iniciou sua trajetória política a partir da atuação em movimentos comunitários e organizações ligadas às favelas cariocas. Antes de ingressar oficialmente na política, trabalhou como auxiliar de enfermagem, professora e assistente social, experiências que ajudaram a formar sua atuação pública voltada para áreas sociais.

Na década de 1980, ganhou projeção ao participar do processo de redemocratização do país. Em 1986, foi eleita deputada federal constituinte, tornando-se a primeira mulher negra a integrar a Assembleia Nacional Constituinte responsável pela elaboração da Constituição de 1988.

Em 1994, chegou ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro, onde exerceu mandato durante duas legislaturas. Ao longo da carreira, também ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados em diferentes períodos, consolidando uma trajetória de mais de três décadas no Legislativo nacional.

Governadora do Rio e ministra no governo Lula

Um dos momentos de maior destaque na carreira de Benedita ocorreu em 2002, quando assumiu o governo do Rio de Janeiro após a saída de Anthony Garotinho, que deixou o cargo para disputar a Presidência da República. Ela ficou cerca de oito meses à frente do Executivo estadual.

No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Benedita ocupou o Ministério da Assistência e Promoção Social, entre 2003 e 2004. Durante a passagem pelo governo federal, participou da estruturação de políticas sociais que posteriormente seriam incorporadas a programas de transferência de renda e combate à pobreza.

Após deixar o ministério, continuou sua atuação política no Congresso Nacional, mantendo ligação com pautas relacionadas aos direitos das mulheres, igualdade racial e inclusão social.

Controvérsias e episódios de desgaste político

Apesar da longa trajetória, Benedita também enfrentou episódios de desgaste político ao longo da carreira. Um dos casos mais conhecidos ocorreu durante sua passagem pelo governo federal, quando foi questionada pelo uso de recursos públicos para participar de eventos religiosos no exterior. Na época, a então ministra afirmou que a viagem tinha relação com compromissos oficiais e negou irregularidades.

Outro episódio envolveu a prestação de contas de sua campanha eleitoral em anos anteriores, com questionamentos relacionados a gastos e doações. Os casos geraram críticas de adversários políticos, mas não impediram sua continuidade na vida pública.

Mais recentemente, a escolha de Benedita como pré-candidata ao Senado também provocou debates internos no PT do Rio de Janeiro. Lideranças do partido discutiram nomes para composição da chapa e alianças eleitorais para a disputa de 2026.

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