A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) aparece como um dos principais nomes na disputa por uma das duas vagas de Minas Gerais no Senado Federal nas eleições de 2026. Segundo pesquisa Genial/Quaest, divulgada em abril, a petista lidera os cenários de intenção de voto, registrando entre 17% e 19%, à frente de adversários como Aécio Neves (PSDB) e Carlos Viana (PSD). Embora ainda não tenha confirmado oficialmente a candidatura, seu nome é tratado como uma das principais apostas do Partido dos Trabalhadores no estado.
Assistente social de formação, Marília construiu sua trajetória política em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde consolidou uma das principais bases eleitorais do PT em Minas Gerais. Ao longo da carreira, ocupou cargos no Legislativo e no Executivo municipal, tornando-se uma das lideranças petistas mais conhecidas do estado.
Trajetória política começou em Contagem
Natural de Belo Horizonte, Marília Campos é formada em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e iniciou sua militância política ainda na juventude, participando de movimentos sociais e sindicais.
Sua primeira eleição para um cargo público ocorreu em 1992, quando conquistou uma vaga na Câmara Municipal de Contagem. Ao longo dos anos, foi reeleita vereadora e ampliou sua atuação na política local, destacando-se em pautas ligadas às políticas públicas, saúde, assistência social e direitos das mulheres.
Em 2004 foi eleita prefeita de Contagem pela primeira vez. Depois, conquistou a reeleição em 2008, permanecendo no cargo até 2012. Anos depois, voltou ao Executivo municipal ao vencer novamente as eleições de 2020 e foi reeleita em 2024, consolidando-se como uma das principais lideranças da cidade.
Administração marcada por políticas sociais
Durante suas gestões à frente da Prefeitura de Contagem, Marília Campos priorizou investimentos em saúde, educação, assistência social e mobilidade urbana. Também defendeu programas voltados à ampliação da atenção básica em saúde, construção de unidades escolares e fortalecimento de políticas para população em situação de vulnerabilidade.
Sua administração ganhou destaque pelo diálogo com movimentos sociais e pela defesa de programas de inclusão social, características que acompanham sua trajetória dentro do Partido dos Trabalhadores.
Além da atuação municipal, Marília participou das articulações do partido em Minas Gerais e passou a ser frequentemente apontada como um dos principais nomes da legenda para disputar cargos majoritários.
Alinhamento com o governo Lula
Marília Campos mantém alinhamento político com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governo federal. Durante os últimos anos, participou de agendas conjuntas com ministros e representantes da União para anunciar investimentos em infraestrutura, habitação e programas sociais destinados ao município de Contagem.
Caso confirme a candidatura ao Senado, deverá defender pautas ligadas ao fortalecimento dos serviços públicos, redução das desigualdades sociais, desenvolvimento urbano e ampliação dos investimentos federais em Minas Gerais.
Críticas e desafios da gestão
Ao longo da carreira, Marília Campos também enfrentou críticas da oposição. Entre os principais questionamentos estão problemas relacionados à mobilidade urbana, filas na saúde pública e dificuldades enfrentadas pelo município em áreas como transporte coletivo e infraestrutura.
Durante alguns períodos de sua administração, sindicatos também reivindicaram reajustes salariais para servidores municipais e melhores condições de trabalho em diferentes setores da prefeitura.
Apesar das críticas políticas, Marília Campos não foi alvo de grandes operações da Polícia Federal nem possui condenações criminais relacionadas ao exercício de cargos públicos, mantendo uma trajetória sem envolvimento em escândalos de corrupção de grande repercussão nacional.

