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Política

Saiba quem é Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado pelo Paraná

Ex-ministra e ex-presidente do PT disputa vaga no Senado pelo Paraná

Saiba quem é Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado pelo Paraná

A ex-ministra das Relações Institucionais e deputada federal licenciada Gleisi Hoffmann (PT-PR) aparece entre os principais nomes na disputa por uma das duas vagas do Paraná no Senado Federal nas eleições de 2026. Segundo levantamento do Paraná Pesquisas, divulgado em julho, a petista registra 25,9% das intenções de voto, ocupando a segunda colocação, tecnicamente empatada com o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo), que soma 25,2%. Na liderança aparece o ex-senador Álvaro Dias (MDB), com 39,7%.

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Com uma trajetória de mais de duas décadas na política nacional, Gleisi já exerceu os cargos de senadora, ministra-chefe da Casa Civil, deputada federal e preside nacionalmente o Partido dos Trabalhadores (PT). Próxima do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se uma das principais lideranças da legenda nos últimos anos.

Início da carreira política

Nascida em Curitiba, em 1965, Gleisi Helena Hoffmann é formada em Direito e possui especialização em Gestão de Organizações Públicas e Administração Financeira.

Sua trajetória política começou no movimento estudantil e em cargos técnicos ligados à administração pública. Durante os anos 1990, atuou na prefeitura de Londrina e participou da equipe do então prefeito Nedson Micheleti, do PT.

Em 2002, coordenou a campanha de Roberto Requião ao Governo do Paraná e, após a eleição, assumiu a diretoria financeira da Itaipu Binacional, onde permaneceu até 2006.

Senado e passagem pela Casa Civil

Em 2010, Gleisi Hoffmann foi eleita senadora pelo Paraná, derrotando nomes tradicionais da política estadual. Durante o mandato, ganhou projeção nacional, em 2011, foi convidada pela presidente Dilma Rousseff para assumir a chefia da Casa Civil da Presidência da República.

À frente de um dos ministérios mais importantes do governo, participou da coordenação de programas federais e da articulação entre os diferentes órgãos da administração pública.

Permaneceu na Casa Civil até 2014, quando deixou o cargo para disputar o governo do Paraná. Na ocasião, foi derrotada pelo então governador Beto Richa (PSDB).

Em 2018, voltou ao Congresso Nacional ao ser eleita deputada federal pelo Paraná. Em 2025, foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o Ministério das Relações Institucionais, responsável pela articulação política entre o Executivo e o Congresso Nacional.

Ex-presidente nacional do PT

Desde 2017, Gleisi Hoffmann presidia nacionalmente o Partido dos Trabalhadores, tornando-se uma das principais porta-vozes da legenda.

Durante sua gestão, comandou o partido em três eleições presidenciais, participou da campanha que levou Lula de volta ao Palácio do Planalto em 2022 e coordenou parte das negociações políticas envolvendo a base governista no Congresso.

Sua atuação foi marcada pela defesa das políticas sociais, da ampliação dos investimentos públicos, da reforma tributária e do fortalecimento de programas voltados à redução das desigualdades.

Ao mesmo tempo, tornou-se uma das principais vozes de oposição durante o governo Jair Bolsonaro e segue sendo uma das figuras mais influentes do PT.

Lava Jato e investigações

A carreira política de Gleisi Hoffmann também foi marcada pelas investigações da Operação Lava Jato.

Em 2016, a Procuradoria-Geral da República apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a então senadora de corrupção passiva e lavagem de dinheiro com base em delações de ex-dirigentes da Petrobras.

Em 2018, Gleisi tornou-se ré no Supremo. No entanto, no ano seguinte, a Segunda Turma do STF absolveu a parlamentar por unanimidade. Os ministros entenderam que as provas apresentadas não eram suficientes para demonstrar a prática dos crimes apontados pelo Ministério Público.

Além desse processo, outras investigações relacionadas à Lava Jato também foram arquivadas ao longo dos anos por falta de elementos que justificassem o prosseguimento das ações.

Gleisi sempre negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou que as acusações tinham motivação política. Atualmente, ela não possui condenação criminal decorrente das investigações da Lava Jato.

Atuação política e críticas

Ao longo da carreira, Gleisi Hoffmann tornou-se uma das principais defensoras dos governos petistas e frequentemente protagoniza debates sobre economia, políticas sociais, relações institucionais e democracia.

Entre aliados, é vista como uma das responsáveis pela reorganização do PT após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e pela reconstrução da base política que levou Lula novamente à Presidência.

Já adversários costumam criticar sua condução partidária e suas posições em temas econômicos e fiscais, além de apontarem a forte polarização presente em seus discursos.

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