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Política

Saiba quem é Alfredo Gaspar, escolhido para ser vice de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial

Deputado federal por Alagoas já foi acusado de estupro de vulnerável; ele nega a acusação

Saiba quem é Alfredo Gaspar, escolhido para ser vice de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial

O deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça Neto (PL-AL) foi anunciado nesta quarta-feira (05) como candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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A escolha foi oficializada no último dia do prazo para realização das convenções partidárias e confirma uma chapa formada exclusivamente por integrantes do Partido Liberal, depois que PP, Republicanos, União Brasil e Podemos decidiram permanecer neutros na disputa presidencial.

A definição encerra semanas de negociações para encontrar um nome de outro partido. Flávio Bolsonaro chegou a trabalhar com alternativas como a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, ligada ao Republicanos, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), mas nenhuma composição recebeu aval das respectivas legendas.

Diante do impasse, o PL optou por lançar uma chapa própria, tendo Alfredo Gaspar como companheiro de corrida ao Palácio do Planalto.

Trajetória construída no Ministério Público

Como mostrou O Brasilianista antes de ingressar na política, Alfredo Gaspar construiu praticamente toda a sua carreira no Ministério Público de Alagoas.

Formado em Direito, atuou como promotor de Justiça por cerca de 24 anos e passou por diferentes promotorias criminais, consolidando sua atuação no combate ao crime organizado, à corrupção e às organizações criminosas que atuavam no estado.

Ao longo desse período, coordenou o Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) e se tornou o primeiro alagoano a presidir o Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), colegiado que reúne membros dos Ministérios Públicos estaduais para coordenar estratégias de enfrentamento ao crime organizado em âmbito nacional.

Também exerceu, por duas vezes, o cargo de procurador-geral de Justiça de Alagoas.

A experiência na área de segurança pública levou Gaspar a assumir a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas em duas oportunidades.

Durante sua gestão, o estado registrou redução nos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), resultado frequentemente citado pelo deputado como uma das principais credenciais de sua atuação administrativa.

Em 2021, Alagoas registrou a maior queda de homicídios da década, segundo dados divulgados pelo governo estadual e lembrados pelo parlamentar em sua trajetória pública.

Relatoria da CPMI do INSS ampliou projeção nacional

Como destacou O Brasilianista, a projeção nacional de Alfredo Gaspar cresceu ainda mais quando ele assumiu a relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, responsável por investigar o esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

À frente da comissão, o deputado passou a conduzir uma das principais investigações do Congresso Nacional, defendendo o aprofundamento das apurações e a responsabilização dos envolvidos.

Durante os trabalhos da CPMI, Gaspar afirmou que o esquema investigado movimentou bilhões de reais ao longo de décadas e chegou a declarar que o caso poderia comprometer as próprias bases institucionais do país.

O parlamentar sustentou que as fraudes atingiram milhões de aposentados, criticou a atuação dos órgãos de fiscalização ao longo dos anos e defendeu mudanças para endurecer o combate à corrupção e aos desvios na administração pública.

Como informou O Brasilianista, Gaspar também ganhou destaque ao apresentar o relatório final da CPMI do INSS, que pedia o indiciamento de diversos investigados, entre eles o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O documento acabou rejeitado pela comissão. Na mesma sessão, Alfredo Gaspar também passou a responder a uma acusação relacionada à suposta paternidade de uma jovem, apresentada durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS.

O deputado negou a denúncia, afirmou que documentos e um vídeo contradiziam a acusação e anunciou que adotaria medidas judiciais, além de representações no Conselho de Ética contra os parlamentares responsáveis pelo episódio.

Denúncia de estupro marcou atuação de Gaspar na CPMI

Conforme noticiou o BNews, Alfredo Gaspar também teve o nome envolvido em uma denúncia apresentada durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Na ocasião, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmaram que o parlamentar teria cometido estupro contra uma adolescente de 13 anos, há cerca de oito anos, e que a vítima teria engravidado.

Os parlamentares também alegaram que houve tentativa de compra de silêncio da mulher, afirmando que supostas provas e informações complementares foram encaminhadas à Polícia Federal, embora o conteúdo esteja sob sigilo.

Gaspar nega as acusações. O deputado afirma que a denúncia faz confusão com outro caso envolvendo um primo da família, apresentando exame de DNA e outros documentos para sustentar sua versão.

Em nota, classificou as acusações como “falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis”, afirmou que adotaria medidas judiciais contra os autores das denúncias e anunciou o registro de notícia-crime na Polícia Federal, além de representações no Conselho de Ética.

Segurança pública e críticas ao STF marcaram sua atuação

Alfredo Gaspar consolidou sua atuação parlamentar com forte defesa do endurecimento do combate ao crime organizado e da revisão da legislação penal.

Em entrevistas e eventos públicos, o deputado afirma que o Brasil enfrenta uma sensação generalizada de insegurança, defende penas mais rigorosas para integrantes de facções criminosas e sustenta que União, estados e municípios precisam atuar de forma integrada para enfrentar o avanço das organizações criminosas.

Conforme noticiou O Brasilianista o deputado também passou a ocupar espaço no debate institucional ao fazer críticas ao que considera um desequilíbrio entre os Poderes da República.

Em palestras e entrevistas, Gaspar afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou sua atuação sobre competências do Legislativo e do Executivo, defendendo que o Congresso recupere protagonismo nas decisões políticas e legislativas.

Como informou O Brasilianista essas críticas se intensificaram durante os trabalhos da CPMI do INSS. Na ocasião, Gaspar declarou que a Câmara dos Deputados “não pode ser puxadinho de ninguém” e afirmou que diferentes decisões do STF sobre investigados da comissão dificultavam o trabalho parlamentar.

O deputado também defendeu maior equilíbrio institucional entre os Poderes e afirmou que o Parlamento deve exercer suas prerrogativas com independência, sem interferências externas.

Atuação no caso Banco Master

Como mostrou O Brasilianista, Alfredo Gaspar também se tornou uma das vozes mais atuantes do Congresso na defesa da instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o colapso do Banco Master.

Embora tenha afirmado considerar improvável a criação da comissão, o deputado sustentou que a resistência política ocorre porque uma investigação atingiria interesses presentes em diferentes esferas de poder.

Na avaliação do parlamentar, uma CPMI dedicada ao Banco Master teria potencial para alcançar agentes públicos, empresários e integrantes de diversos Poderes envolvidos, direta ou indiretamente, nas operações investigadas.

Gaspar afirmou que esse cenário explicaria a dificuldade de reunir apoio político suficiente para colocar a comissão em funcionamento, apesar da repercussão nacional do caso.

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