O senador Marcelo Castro, presidente estadual do MDB no Piauí, aparece na pesquisa AtlasIntel, de julho, com 20,4% das intenções de voto ao Senado.
Em segundo lugar, está o senador e líder do Progressistas, Ciro Nogueira, com 15,3%, e, em terceiro, o deputado federal Júlio César, com 14,7%.
Marcelo é médico e atua como político desde 1970. É filho de José Castro, comerciante que iniciou sua trajetória na Câmara de Vereadores de São Raimundo Nonato, foi eleito prefeito em 1948 e, em 1967, tornou-se deputado estadual pelo Piauí.
Trajetória profissional e política
Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e é doutor em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Sua primeira disputa política foi pela Arena, em 1978, o mesmo partido pelo qual seu pai disputou a Assembleia Legislativa. Em 1982, quando voltou a disputar um cargo estadual, filiou-se ao PMDB (MDB), onde foi eleito três vezes (1982, 1986 e 1990).
Foi presidente do Instituto de Assistência e Previdência do Estado do Piauí (IAPEP) durante a gestão de Francisco de Assis de Moraes Souza, apelidado de Mão Santa, no Piauí.
Em 1998, foi eleito deputado federal com mais de 100 mil votos. Durante o segundo mandato de Mão Santa, Marcelo Castro foi secretário da Agricultura.
Após essa passagem, disputou as eleições para a Câmara dos Deputados entre 2002 e 2014, quando conseguiu ser eleito para mais quatro mandatos.
Em 2016, quando ainda era deputado federal, Marcelo Castro foi ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff, entre outubro de 2015 e abril de 2016. Em 2018, foi eleito senador com mais de 800 mil votos.
Atuação no Senado Federal
O senador apresentou projetos voltados para saúde, cidadania e proteção social. Entre as proposições apresentadas, destaca-se a criação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas.
Na área da saúde, Castro propôs o projeto da Lei de Proteção Premiada, que altera o Programa Nacional de Imunizações para incentivar a vacinação, e também a criação de uma política específica de promoção da saúde mental para estudantes universitários.
Ele também apresentou, na área de segurança pública, proposta para endurecer penas para crimes relacionados ao furto e roubo de equipamentos de vigilância.
Polêmicas
Em 2006, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu um pedido de denúncia contra Marcelo Castro, quando ainda era deputado federal.
O então deputado Paes Landim (PTB-PI), seu adversário político, apresentou uma queixa-crime e alegou ter sido alvo de declarações ofensivas feitas por Castro durante uma entrevista. Marcelo Castro teria usado termos como “vagabundo” e “escroque”, segundo o político.
O então ministro Celso de Mello, relator do inquérito, entendeu que não havia elementos suficientes para dar prosseguimento ao caso. A denúncia foi extinta.
Em 2020, o STF decidiu manter o envio de uma parte da investigação contra o senador Marcelo Castro para o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI). Ele foi investigado por supostas doações eleitorais não contabilizadas (caixa 2) feitas pelo Grupo J&F.
Segundo delações premiadas, a PGR informou que Marcelo Castro teria recebido R$ 1 milhão da JBS nas eleições de 2014, em troca de apoio político à candidatura de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara dos Deputados. O tribunal decidiu encerrar o processo de investigação contra o senador Marcelo Castro.

