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Política

Lira e Alcolumbre resistem ao desembarque de partidos da base do Governo; entenda

Resistência se justifica pela importância de manterem posições estratégicas na Esplanada dos Ministérios

Lira e Alcolumbre resistem ao desembarque de partidos da base do Governo; entenda

A decisão de União Brasil e PP de deixarem a base do governo Lula, anunciada no último dia 2, na Câmara dos Deputados, criou um cenário de tensão política que coloca as lideranças do Congresso em situação delicada com seus próprios partidos. 

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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ambos com sólida presença em postos-chave do governo, trabalham nos bastidores para evitar uma tensão ainda maior.

Antes mesmo do anúncio, no final de agosto, Lira e Alcolumbre já tinham se posicionado contra a ideia de ruptura. As informações foram compartilhadas pela CNN Brasil.

A motivação para a saída

As denúncias envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP), pelo menos cinco rejeitadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), motivaram a saída. 

Em uma das queixas, Nogueira foi acusado de ter recebido propina da facção criminosa de São Paulo, o PCC. Como noticiou o portal ICL Notícias.

Os partidos anunciaram na Câmara que “detentores de mandato” filiados às legendas devem renunciar a qualquer cargo ocupado no governo federal. O prazo expira no final de setembro.

“A denúncia repercutida pelo PT não só fragilizou a confiança entre os partidos da coalizão, como precipitou um gesto de clareza e coerência. O povo brasileiro exige transparência e respeito, não disputas internas de poder”, disse a nota lida pelo presidente do União Brasil, Antônio Rueda, ao lado do líder do PP, Ciro Nogueira.

Outras divisões internas, especialmente no União Brasil, também contribuíram para a decisão, já que o partido enfrenta divergências políticas desde sua criação pela fusão do antigo PSL com o DEM. 

Impactos no Governo

A decisão dos partidos de deixarem a base pode estabelecer uma nova dinâmica no Governo. Isso porque os filiados com cargos na administração federal, incluindo ministros, deverão se desligar de suas funções.

Isso significa que ministros como Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte), além de indicados a postos estratégicos como a presidência da Caixa Econômica Federal, estão sob expectativa para renúncia. Embora a medida já tenha sido anunciada, a saída deles ainda não foi concretizada. Eles, inclusive, participaram das comemorações de 7 de Setembro, segundo o portal Terra.

Articulação do Governo 

Lideranças do PT podem estar articulando a ida de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para assumir o cargo de ministro da Casa Civil. 

As informações, compartilhadas pelo portal O Antagonista, dizem que possível mudança ocorreria no início de 2026, quando o atual ministro da pasta, Rui Costa, deverá deixar o cargo para se candidatar ao Senado na chapa de Jaques Wagner, líder do governo no Congresso.

A suposta movimentação do partido também visa ampliar a bancada de apoio no Senado, uma preocupação direta do presidente Lula em contrapor-se à estratégia de seu principal opositor, Jair Bolsonaro, de fortalecer sua base na Casa.