Durante o depoimento que aconteceu nesta segunda-feira (22), o empresário Rubens Oliveira Costa, suposto sócio de Antônio Carlos Antunes, o conhecido “Careca do INSS”, recebeu voz de prisão do presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o senador Carlos Viana (Podemos-MG).
O senador justificou a medida com base em crime de falso testemunho, ocultação de documentos e contradições, segundo a CNN Brasil.
“Por isso, essa presidência encaminhará imediatamente o pedido de prisão e as representações criminais cabíveis contra a testemunha. Está registrado em ata o comportamento do depoente nesta CPMI. Diante das mentiras constatadas, das contradições flagrantes, da ocultação de documentos, está caracterizado o crime de falso testemunho”, disse Viana.
Rubens de Oliveira Costa está sendo investigado como suposto sócio de Antônio Carlos, o “Careca do INSS”, segundo o Uol, ele trabalhava em empresas que constam no esquema fraudulento.
De acordo com informações da CNN Brasil, quem também já havia pedido a prisão de Rubens, foi o relator do caso, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que alegou a participação dele em diversos crimes: “Este cidadão participou de crimes gravíssimos contra aposentados e pensionistas, continua na impunidade, continua praticando crimes e se encontrando com outros investigados. Para evitar a fuga e a prática de novos crimes e pelo flagrante do crime de ocultação documental diante de uma investigação em curso, peço a decretação da prisão preventiva”, disse o relator.
Apesar de ter habeas corpus para ficar calado, concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Rubens admitiu entregar o valor de R$ 949 mil em espécie para o “careca do INSS”. Costa recebeu voz de prisão acusado de apresentar diferentes versões em uma mesma história.
O que é a CPMI do INSS?
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) foi aberta para investigar diversas fraudes bilionárias que atingiram aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro).
Também estão em investigação os descontos indevidos em benefícios previdenciários, realizados sem autorização prévia dos beneficiários por sindicatos e associações.
Empréstimos consignados fraudulentos e contratos sem o consentimento dos aposentados também entram na lista da investigação.
As informações são dog1.

