A maior criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), chegou a US$ 123.261 (cerca de R$ 654.207, na cotação do dólar a R$ 5,33), nesta sexta-feira (03), ficando a poucos dólares da sua máxima histórica, registrada em agosto (US$ 124.514) registrado em agosto deste ano, segundo dados do InfoMoney.
O ativo digital acumula alta superior a 30% em 2025. O movimento é sustentado por fluxos crescentes em ETFs de criptomoedas, que em setembro sozinhos receberam US$ 2,57 bilhões em entradas líquidas.
Os ETFs (Exchange Traded Funds, na sigla em inglês) são alguns exemplos de fundos de investimento cujas cotas são negociadas na Bolsa de Valores, como ações.
Por que o Bitcoin está subindo?
De acordo com especialistas, o rali atual é fruto de um “duplo impulso”: o maior apetite global por ativos de risco e, ao mesmo tempo, o aumento da procura por alternativas de reserva de valor em meio à incerteza fiscal nos Estados Unidos após o shutdown do governo.
André Franco, analista de investimentos cripto e CEO da Boost Research, explicou ao E-Investidor que “a combinação de dólar enfraquecido, juros em queda e máxima no ouro cria um ambiente altamente favorável para o BTC”.
“O rompimento de patamares técnicos importantes reforça a tendência de alta, com espaço para buscar novas resistências”, continua.
Curiosidade
Em maio de 2010, a primeira transação comercial registrada com Bitcoin foi a compra de duas pizzas por 10 mil BTC, segundo o Época Negócios.
Na cotação de hoje, esse mesmo valor corresponderia a mais de R$ 6,5 bilhões, o que daria milhares de pizza.

