Os Estados Unidos concluíram um acordo de swap cambial com a Argentina, no valor de US$ 20 bilhões — ou cerca de R$ 107 bilhões. A operação foi confirmada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na última quinta-feira (9).
A medida financeira tem o principal objetivo de ajudar o país sul-americano em meio a uma forte desvalorização do peso argentino em relação ao dólar e baixos níveis de reservas da moeda americana. Até a publicação desta reportagem, nesta sexta-feira (10), 1 dólar equivale a 1.421,50 pesos argentinos.
Em uma publicação nas redes sociais, Bessent afirmou que o contrato se deu após vários dias de negociação entre as equipes econômicas dos dois países, incluindo a presença do ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo.
Segundo o g1, essa foi a primeira intervenção dos EUA no mercado de câmbio da Argentina.
The @USTreasury has concluded 4 days of intensive meetings with Minister @LuisCaputoAR and his team in DC. We discussed Argentina’s strong economic fundamentals, including structural changes already underway that will generate significant dollar-denominated exports and foreign…
— Treasury Secretary Scott Bessent (@SecScottBessent) October 9, 2025
A desvalorização do peso argentino se deu pelo pessimismo no mercado que surgiu em meio a preocupações de investidores sobre o governo de Javier Milei. De acordo com o g1, investidores avaliam que Milei não conseguiria avançar com a agenda de cortes de gastos e reestruturação das contas públicas na Argentina.
Nesse cenário, o Banco Central da Argentina precisou tomar medidas de intervenção no câmbio e na economia para controlar o nível das dívidas públicas.
Entenda o que é swap cambial
Do inglês, a palavra “swap” significa “troca”, ou seja, o swap cambial é, em linhas gerais, uma troca de moedas entre instituições financeiras. O principal objetivo dessa operação é impedir maiores disparidades entre duas divisas.
Por exemplo, uma empresa A americana concorda em fornecer a uma empresa B brasileira US$ 20 milhões em troca de R$ 15 milhões, mesmo que o câmbio real seja maior do que o oferecido pelo contrato. Nesse caso, a empresa brasileira consegue pagar os valores devidos em uma taxa menor, evitando as flutuações de câmbio.

