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Geopolítica

Peso argentino cai até 30% frente ao dólar em 2025, mesmo com apoio dos EUA

Bessent afirmou que novas medidas podem ser anunciadas nos próximos dias

Peso argentino cai até 30% frente ao dólar em 2025, mesmo com apoio dos EUA

O peso argentino acumula em 2025, uma queda de 27% a 30% frente ao dólar. As informações são do Bloomberg Línea.

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A queda da moeda argentina vem acontecendo mesmo após o apoio recebido nos últimos dias dos Estados Unidos. Segundo o InfoMoney, durante as negociações, a desvalorização do peso chegou a 3,4%. Além disso, notas com vencimento em 2035 chegaram a 0,1 centavo por dólar.

Segundo a Folha de São Paulo, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que “o Tesouro mantém uma comunicação estreita com a equipe econômica argentina. O Tesouro permanece vigilante em todos os mercados e temos a capacidade de agir com flexibilidade e força para estabilizar a Argentina”.

Segundo o g1, o CEO da Elos Ayta, Einar Rivero, explicou que a combinação da inflação elevada, baixa confiança dos investidores e a dificuldade do país em estabilizar sua economia, reflete na queda da moeda argentina.

Histórico de inflação

Em 1989, a Argentina registrou um índice de Preços ao Consumidor (IPC) com taxa anual de 3.079%. Já em 1990, foi registrado uma taxa de 2.314%. Entretanto, há mais de 30 anos, uma grave crise financeira e pobreza da população argentina era registrada no país. As informações são da BBC News.

Em 1990, o ministro da Economia de Menem, Domingo Cavallo, a fim de tentar combater a crise financeira do país, incluiu a Lei da Convertibilidade na organização econômica.

Após ser aprovada pelo parlamento argentino, a Lei passou a valer em 1991 e fixou a equivalência entre o peso argentino e o dólar americano, tornando um peso igual a um dólar. A medida ajudou a Argentina a diminuir a inflação e estabilizar a economia.

Entretanto, problemas voltaram a surgir em 1996. Junto, uma crise asiática impactou o sistema econômico do país.

Atualmente, a Argentina sofre novamente com a queda da moeda. Na última semana, o presidente americano Donald Trump e o presidente da Argentina, Javier Milei, se encontraram na Casa Branca. Dias depois, Scott Bessent, secretário do Tesouro norte-americano, anunciou uma intervenção para adquirir a moeda argentina.

Além desta, Bessent afirmou que novas medidas podem ser anunciadas nos próximos dias.