O Conselhor Nacional do Ministério Público (CNMP) adiou novamente o julgamento da ex-procuradora-geral de Justiça da Bahia (PGJ) Ediene Lousado. O processo administrativo deveria ter sido analisado de 16 a 20 de outubro, no plenário virtual do CNMP, mas foi retirado da pauta.
A informação foi divulgada pelo BNews. Segundo a jornalista Claudia Cardozo, a situação de Lousado deve ficar para 2026, pois ainda não há previsão de nova data para o julgamento.
O processo contra Lousado começou em 2022 e já foi adiado várias vezes, apesar de ser ligado à operação Faroeste, que investigou juízes, desembargadores, integrantes do Ministério Público e advogados após a descoberta de um esquema para grilagem de terras no Oeste baiano.
A ex-PGJ da Bahia admitiu ao Ministério Público Federal ter vazado informações sigilosas a acusados de vender decisões no Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A confissão garantiu a Lousado um acordo de não persecução penal com o MPF.
Porém, o fim da investigação criminal não afeta a esfera administrativa, que é onde atua o CNMP. Caso a ex-PGJ seja condenada pelo conselho, a pena pode chegar à perda do cargo público.

